É mais um aviso endereçado pela Rússia ao Ocidente sobre o fornecimento de mísseis de longo alcance à Ucrânia. Depois de Putin, desta vez foi Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros, a alertar que o envio dessas armas será acompanhado por um avanço russo na Ucrânia para impedir as forças ucranianas de alcançar a Rússia com mísseis.

“O Presidente Putin já comentou esta situação sobre a chegada de novas armas à Ucrânia. Posso apenas acrescentar isto: quanto maior o alcance das armas que o Ocidente fornecer, maior será o avanço russo sobre a linha através da qual os neonazis podem ameaçar a Federação Russa”, disse o ministro numa conferência de imprensa, em resposta à BBC.

No domingo, Vladimir Putin já tinha avisado que Moscovo irá atacar alvos que ainda não visou se o Ocidente fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia. “Tiraremos as conclusões apropriadas e utilizaremos as nossas armas (…) para atacar locais que até agora não visámos”, disse o Presidente russo, que não especificou a que alvos se referia.

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Na semana passada, a Reuters noticiou que os EUA planeiam vender à Ucrânia quatro drones de combate MQ-1C Gray Eagle, que são capazes de atingir o sul de Moscovo com mísseis Hellfire. Essa compra pode servir como um pretexto para Putin para agravar o conflito que se arrasta na Ucrânia.

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Este fim de semana foi, aliás, marcado por um agravamento do conflito na capital, Kiev, que voltou a ser atacada pela Rússia. A última vez que tal tinha acontecido foi durante a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, a 28 de abril.