O governo britânico condenou, esta segunda-feira, as “cenas chocantes de violência” contra manifestantes pró-democracia e jornalistas na Geórgia, anunciando que vai suspender “todos os programas de apoio” ao governo georgiano.

“À luz dos acontecimentos atuais, o Reino Unido suspenderá imediatamente todos os programas de apoio ao Governo da Geórgia, restringirá a cooperação no domínio da defesa e limitará os contactos com os representantes do governo de sonho da Geórgia até que seja posto termo a este afastamento das normas e liberdades democráticas europeias”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, em comunicado.

A decisão tomada na semana passada pelo governo georgiano de adiar para 2028 a questão da adesão à União Europeia revoltou a população, desencadeando onze noites de manifestações pró-europeias em Tbilisi e noutras cidades.

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As manifestações pró-UE tiveram lugar no edifício do parlamento e nas suas imediações e foram marcadas pela violência. 

A maior parte das manifestações foi dispersada pela polícia com canhões de água e gás lacrimogéneo, como constatou a agência AFP no local.

No domingo, os manifestantes voltaram a manifestar-se contra o governo.

Liderado desde 2012 pelo partido Sonho Georgiano, o Executivo continua a afirmar que quer aderir à UE até 2030 e acusa a oposição e os manifestantes de pretenderem uma revolução e de serem financiados por outros países.

“Estes atos mancham a reputação internacional da Geórgia e são contrários ao compromisso constitucional da Geórgia com um futuro europeu”, lamentou Lammy, que garantiu que o Reino Unido “continuará a apoiar o povo georgiano no seu direito de escolher o futuro do seu país”.