Menos de dois anos depois de ter sido afastada do comando da TAP, a gestora francesa Christine Ourmières-Widener está de saída de uma outro grupo de aviação. Os rumores de que o grupo Dubreuil (que detém a Air Caraïbes e a French Bee) estaria prestes a afastar a ex-administradora da TAP já corriam pelo menos há uma semana e acabaram por ser confirmados esta terça-feira.

Descontente com a forma como as empresas do grupo estavam a ser geridas por Ourmières-Widener, o fundador, Jean-Paul Dubreuil, decidiu acertar com gestora o seu afastamento, avança a France Info, citando um comunicado do grupo. “O grupo Dubreuil e a executiva Christine Ourmières-Widener optaram por se separar. Uma separação concertada, que entra em vigor esta terça-feira, 21 de janeiro”, pode ler-se na nota enviada à imprensa.

Entre os principais problemas apontados para a saída da gestora está a degradação da pontualidade da Air Caraïbes e da eficiência no atendimento ao cliente. A empresa desceu, aliás, 56 lugares no ranking mundial das companhias aéreas no que diz respeito a este último indicador. Além disso, fontes contactadas pela France Info indicam que a estratégia económica de Ourmières-Widener, também pesou no desfecho: as empresas apresentam despesas elevadas e receitas consideradas insuficientes.

Christine Ourmières-Widener já deu entrada com processo contra TAP. Reclama 5,9 milhões

A Air Caraïbes assegura ligações diretas entre Paris e vários destinos das Caraíbas, nomeadamente com territórios francesas naquela zona do globo, como Guadalupe e Martinica.

De acordo com a revista Challenges (especializada em assuntos económicos), as disputas que Ourmières-Widener travou com a filha de Jean-Paul Dubreuil — responsável pela comunicação, serviço a bordo e assuntos comerciais do grupo — também podem ter contribuído para a saída.

Depois de ter sido destituído do cargo de administradora da TAP, em março de 2023, a gestora tomou os comandos do grupo Dubreuil em julho do mesmo ano. A ligação termina agora, apenas ano e meio depois.

[Já saiu o sexto e último episódio de “A Caça ao Estripador de Lisboa”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a conturbada investigação ao assassino em série que há 30 anos aterrorizou o país e desafiou a PJ. Uma história de pistas falsas, escutas surpreendentes e armadilhas perigosas. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto episódio]