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O desejo de Donald Trump de comprar a Gronelândia continua firme e terá sido transmitido “de forma agressiva” à primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na semana passada, quando os dois falaram ao telefone. A informação foi avançada por cinco oficiais europeus ao Finantial Times.

“Ele foi muito firme. Foi um balde de água fria. Antes, era difícil levá-lo a sério. Mas acho que é sério e potencialmente muito perigoso”, relatou uma das fontes, sob anonimato. A mensagem foi recebida com alerta em Copenhaga. O jornal relata que a intenção expressa pelo Presidente norte-americano tinha sido interpretada como um mero meio para alcançar mais preponderância da NATO no Ártico, um território em que a China e a Rússia têm ganho terreno.

A chamada “acesa” da semana passada pôs um ponto final a esta perceção. “A intenção foi muito clara. Eles querem [a Gronelândia]. Os dinamarqueses estão em modo de crise”, disse uma fonte. “Os dinamarqueses estão totalmente assustados”, corroborou outro.

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Para além do tom confrontacional que Trump terá assumido, a ambição norte-americana foi ainda transmitida com recurso a ameaças. “Foi uma conversa muito dura. Ele ameaçou medidas específicas contra a Dinamarca como tarifas que os visam diretamente“, relatou um antigo oficial dinamarquês. Ainda antes de tomar posse, o Presidente foi mais longe e recusou excluir a possibilidade de utilizar força militar.

Durante a conversa, que durou cerca de 45 minutos, Donald Trump voltou a sublinhar que o interesse dos Estados Unidos na Gronelândia se justifica com questões de segurança nacional. Já Mette Fredekrisen reiterou que a ilha não está à venda, segundo se pode ler num comunicado do seu gabinete.

Também em comunicado, Copenhaga afirma, porém, que “não reconhece a interpretação da conversa feita por fontes anónimas”.  A Casa Branca não se pronunciou sobre o telefonema.

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