Longe da emoção de outros tempos, as meias-finais do Open da Austrália não passaram de uma mera formalidade. A primeira partida durou apenas uma hora e 22 minutos, com Novak Djokovic a desistir frente a Alexander Zverev no final do primeiro set. Seguiu-se o detentor do troféu, Jannik Sinner, que, ao cabo de pouco mais de duas horas e meias e de ter lidado com alguns problemas físicos, superou Ben Shelton (3-0).
The No. 1 & No. 2 seed will face off in the Championship ????
Zverev leads the head-to-head 4-2, but Sinner won their last meeting. ????#AO2025 pic.twitter.com/JSzDyi37BS
— Tennis Channel (@TennisChannel) January 24, 2025
A primeira partida desta-feira colocou frente a frente um Novak Djokovic, que vinha de mais uma recuperação física de excelência contra Carlos Alcaraz e estava pela 50.ª vez nas meias-finais de um Grand Slam, e o número dois do mundo Alexander Zverev, que entrou melhor e ameaçou o break em quatro ocasiões logo no terceiro jogo (2-1). Contudo e apesar de os problemas físicos terem começado a imperar no jogo do sérvio, o set só viria a ser decidido no tie-break, com o alemão a levar a melhor (6-7).
Sem conseguir aguentar, o intervalo entre parciais marcou o término precoce da partida, com Djokovic a dirigir-se para o centro do court, onde abraçou o adversário que nunca o tinha derrotado em Grand Slams e comunicou a sua desistência. Assim, Zverev está pela terceira na final de um major, depois de ter sido derrotado no US Open de 2020 e em Roland Garros-2024.
Alexander Zverev na final do Open da Austrália após desistência de Novak Djokovic
Ao início da noite em Melbourne foi a vez do número um do mundo, Jannik Sinner, medir forças com 20.º do ranking ATP, Ben Shelton, num encontro que até começou favorável ao norte-americano, que conseguiu quebrar o italiano logo no primeiro jogo (0-1), mas viria a permitir o break no seu segundo jogo de serviço (2-2). Sinner aproveitou, então, o jogo de serviço para passar para a frente (3-2) e, depois do equilíbrio imperar, voltou a desperdiçar o serviço na parte final (5-6). A servir para fechar o parcial, Shelton teve dois set points, não aproveitou, permitiu o empate e perdeu no tie-break depois de uma entrada em falso (7-6).
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No set seguinte, os papéis inverteram-se e o norte-americano deu continuidade à falta de eficácia no serviço, perdeu os dois primeiros jogos (4-0) e só mostrou esboços de recuperação na altura em que o set já estava resolvido (6-2). O terceiro set acabou por mostrar algo que já tinha acontecido em partidas anteriores: Sinner começou a sentir dificuldades físicas, teve de ser assistido no banco, mas aguentou.
Foi na altura em que quebrou Shelton que esse momento aconteceu (3-2), mas não o impediu de fechar a partida no seu primeiro ponto de jogo (6-2). O número um do mundo está pela terceira vez na final de um Grand Slam e é o primeiro a chegar ao jogo decisivo em edições consecutivas na Austrália desde 1993.
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