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O plano de cessar-fogo para a Ucrânia que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, vão apresentar ao Presidente norte-americano Donald Trump, na visita aos EUA, propõe até 30 mil soldados europeus no terreno, respaldadas por armamento e jatos norte-americanos que estariam colocados de prevenção em países vizinhos, como a Roménia e a Polónia, segundo o The Telegraph.

As tropas europeias, segundo o plano a que o Telegraph teve acesso, estariam colocadas em cidades e infraestruturas fundamentais da Ucrânia, como portos e centrais nucleares. O ênfase na origem europeia das tropas tem como objetivo convencer os norte-americanos a participarem na execução do cessar-fogo, já que o secretário de Estado dos EUA, Pete Hegseth, tinha excluído a participação militar americana em missões de manutenção da paz dentro da Ucrânia.

Será a “melhor e única” oportunidade de a UE ser garante de segurança. Que forças de paz podem seguir para a Ucrânia?

Para convencer os EUA a darem a “garantia de segurança” que Starmer defendeu depois da conferência de Paris na segunda-feira, o plano coloca este apoio norte-americano fora das fronteiras do país. Segundo as fontes consultadas pelo jornal, os Estados Unidos poderiam entrar, como forma de garantir o respaldo à missão europeia, com armamento pesado e jatos militares que estariam colocados em países da NATO próximos da Ucrânia, como a Roménia e a Polónia.

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“O objetivo do respaldo [norte-americano] seria ter a confiança de que quaisquer forças que sejam utilizadas não serão desafiadas pela Rússia“, refere um oficial que revelou o plano ao The Telegraph. As fontes ouvidas não classificam estes soldados como uma “força de manutenção da paz”.

O jornal especifica que o patrulhamento seria feito através de mecanismos de “monitorização técnica” e de ferramentas de reconhecimento aeroespacial, como drones e imagens de satélite

A França e o Reino Unido são, atualmente, os dois países europeus mais entusiastas com a ideia do envio de tropas do continente para patrulharem um eventual acordo de paz. No entanto, a medida não acolhe apoios noutros países estrategicamente relevantes, entre eles a Alemanha e a Polónia.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, mostrou-se irritado com a proposta, já que considerava o debate “completamente prematuro”. Por outro lado, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse que não previam o envio de tropas do país a Ucrânia, mas garantiu que a Polónia ia continuar a ajudar Kiev de outras formas.

Enquanto a Europa se debate sobre o apoio à Ucrânia, Trump endureceu as críticas a Zelensky, chamando-lhe “ditador” numa semana em que os EUA se reaproximaram à Rússia.