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“Está um caos” e há “uma grande agitação”. Abrigada debaixo do telhado de um centro comercial em Banguecoque, foi assim que a portuguesa Beatriz Lencastre descreveu o ambiente depois do sismo que abalou o sudeste asiático, provocando dezenas de mortos e feridos. À Rádio Observador, relatou que o abalo foi longo e que sentiu “tudo a tremer”.

“Ficámos super alarmados”, reconheceu a portuguesa, que está na Tailândia de férias com o namorado. Na manhã desta sexta-feira, quando falou com a Rádio Observador, Beatriz Lencastre relatou que estava tudo fechado e que não sabia para onde se dirigir: “O trânsito está um caos, não conseguimos ir a lado nenhum.”

Sismo. “Está um caos e uma grande agitação. Ficámos super alarmados”: o relato de uma portuguesa que sentiu “tudo a tremer” na Tailândia

A portuguesa, que tem partilhado vários vídeos nas redes sociais, disse que existia “um mar de pessoas na rua” e “muitas ambulâncias” a circular. Explicou ainda que praticamente não tinha recebido informações das autoridades. “Polícias e autoridades muitas vezes não percebem o que se está a passar. Dizem ‘wait, wait, wait‘, esperem”, relatou. Com voo de partida marcado para sábado, Beatriz Lencastre referiu que ainda não sabe se tudo estará a funcionar com normalidade.

@beatriz_lencastree

Estamos há horas no mesmo sítio, em Bangkok, é impossível sair daqui e não está nada aberto… que caos!! Obrigada pela preocupação #bangkok #thailand #tailandia #sismo #earthquake #fypage #fup #fy #foryoupage

♬ som original – beatriz_lencastre

Também a partir de Banguecoque, Filipe Sarmento, que vive na capital tailandesa há vários anos, contou à Rádio Observador que estava em casa quando começou a sentir o sismo, como “se fosse uma tontura”.  “Comecei a ouvir coisas noutros quartos a cair e apercebi-me que era um sismo”, relatou, acrescentando que, de seguida, saiu de casa (no 11.º andar de um prédio com 35 andares).

“O meu primeiro instinto foi fechar a porta e trancar, mas entretanto comecei a ver aquelas placas de teto falso do corredor a cair perto de mim e pensei ‘que se lixe isto’ e segui para as escadas de segurança”, afirmou o português que, juntamente com a mulher, esteve cerca de 3h30 na rua, até ter autorização das autoridades para regressar a casa.

Quando regressou deparou-se com “um cenário que nunca tinha visto”: “As paredes estão todas rachadas, os azulejos das casas de banho estão caídos”. Em termos de indicações das autoridades, Filipe Sarmento avançou que foi aconselhado a “permanecer na rua por causa das réplicas” e lembrou que o estado de emergência foi declarado.

Sismo. Português residente em Banguecoque diz que este é “um cenário que nunca tinha visto”