A aliança rebelde de Myanmar (antiga Birmânia) anunciou esta terça-feira um cessar-fogo unilateral e temporário em resposta ao forte sismo de magnitude 7.7 registado sexta-feira, que matou pelo menos 2.700 pessoas em todo o país.
A aliança composta pelo Exército da Aliança Democrática Nacional, o Exército de Libertação Nacional de Taang e o Exército Arakan lançaram a chamada “Operação 1027” contra o Exército da Birmânia em outubro de 2023 mas esta terça-feira, em comunicado, anunciaram tréguas.
Com a duração de pelo menos um mês, o cessar-fogo visa facilitar e “apoiar” a “resposta humanitária internacional” no âmbito do terramoto.
Porém, não está previsto que os rebeldes abandonem as suas posições defensivas durante as tréguas.
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“O terramoto causou uma destruição generalizada em muitas zonas, incluindo as regiões de Mandalay, Sagaing, Shan, Bago e Naipyido”, segundo a Aliança das Três Irmandades, que espera “sinceramente que as equipas de voluntários estrangeiros e locais possam levar a cabo as suas operações em paz”.
A Aliança apelou ainda a “um aumento dos esforços humanitários”.
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“Com isto em mente, não nos envolveremos em qualquer combate com as forças birmanesas, exceto em legítima defesa, e, por conseguinte, declaramos um cessar-fogo humanitário unilateral para garantir que as operações de salvamento sejam devidamente conduzidas”, lê-se no comunicado.