A cerca de um mês do início do julgamento em Nova Iorque, no dia 5 de maio, por acusações de conspiração para extorsão, tráfico sexual e transporte de pessoas para se envolverem em prostituição, Sean “Diddy” Combs enfrenta mais duas acusações.
O músico e empresário, que no último ano se viu envolvido numa série de escândalos e problemas com a justiça, é novamente visado por tráfico sexual e envolvimento em prostituição, segundo as acusações divulgadas esta sexta-feira num tribunal de Manhattan. No total, Diddy enfrenta agora cinco acusações no processo criminal federal.
Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, tem negado as acusações de que é alvo e declarou-se inocente. Porém, os procuradores do caso alegam a existência de uma segunda vítima no caso e que o músico a obrigou a praticar atos sexuais e a prostituir-se entre 2021 e 2024.
De acordo com a Rolling Stone, que teve acesso à nova acusação, Diddy “recrutou, aliciou, abrigou, transportou e manteve a Vítima 2, e tentou, ajudou e instigou, e deliberadamente fez com que a Vítima 2 se envolvesse em atos sexuais comerciais, sabendo e ignorando o facto de que a Vítima 2 estava a envolver-se em atos sexuais comerciais como resultado de força, fraude e coação”.
Paralelamente, a outra acusação de transporte para se dedicar à prostituição está igualmente ligada às alegações feitas pela segunda vítima deste caso.
[Já saiu o terceiro episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e aqui o segundo]
A publicação norte-americana adiantou ainda que a ideia dos procuradores é manter a data do início do julgamento federal para 5 de maio, apesar da existência desta nova acusação. Durante as próximas semanas vai decorrer o processo de seleção do júri para o tribunal.
A maioria dos crimes terão ocorrido ou estão relacionados com a produtora musical Bad Boy Entertainment, fundada e detida por “Diddy”. O músico usou o império empresarial para alegadamente abusar sexualmente de mulheres entre 2004 e 2024.
As três acusações originais contra o rapper foram baseadas nas alegações de uma primeira vítima e a suposta prática dos crimes entre 2009 e 2018.
Na informação recolhida para essa acusação inclui-se uma rusga das autoridades à mansão de Diddy em Los Angeles, onde foi encontrado material (drogas e frascos de óleo de bebé) alegadamente usado para a realização de orgias, conhecidas como “freak offs” — festas privadas organizadas pelo rapper e outros cúmplices — que eram, na verdade, maratonas sexuais que decorriam em hotéis de luxo.
Além destas acusações criminais, Sean Combs foi já visado por diversas ações judiciais e cíveis nos últimos meses. Atualmente, Diddy está detido no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nova Iorque.