Sérgio Sousa Pinto, que decidiu ficar fora das listas do PS à Assembleia da República, reconheceu que foi uma “decisão difícil” e criticou o facto de Álvaro Beleza não ter espaço nas candidaturas socialistas.

No programa Contra-Poder, da CNN, o até agora deputado socialista disse ter tido conhecimento das listas apenas na quarta-feira, ao contrário de Pedro Nuno Santos, que tinha dito num programa de entretenimento, na SIC, que Sousa Pinto conhecia a “composição desde segunda-feira”.

“As listas de Lisboa e dos demais círculos obrigaram-me a enfrentar questões difíceis sobre o meu papel nesta orquestra da política portuguesa e do PS”, disse, apontando que não encontrou uma resposta “satisfatória”.

“O posicionamento, escolhas, grandes opções do PS [são] questões que, para mim, são angustiosas e que acabaram por vir ao de cima de forma quase insuportável no momento em que o PS decidiu organizar a lista de deputados”, explicou.

“A lista funcionou como um detonador e um pretexto que me obrigou a enfrentar certas raridades difíceis sobre o meu papel e o papel que me está reservado nesta fase da vida nacional e do partido”, referiu, e acrescentou: “Mudou o reconhecimento de olhar para o meu partido, para as escolhas, para a valoração das pessoas que o meu partido faz e considerar que tenho dificuldade em integrar, nestas condições, as listas do meu partido.”

Para Sousa Pinto, “há um nome que é inescapável, que é o Álvaro Beleza”. “Não consigo perceber como é que o Álvaro Beleza, que manifestou disponibilidade para se apresentar como candidato do PS, não aparece nas listas”, defendeu.

“Olhando para as listas ainda mais estupefacto fico: será que é nestas listas que não havia espaço para meter uma figura como Álvaro Beleza? Tenho dificuldade em compreender e, como socialista, lamento profundamente”, rematou.

Sousa Pinto é o primeiro moderado a romper. Socialistas atentos a efeito ao centro

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