Pete Hegseth, o secretário da Defesa dos EUA, partilhou informações sobre os ataques norte-americanos aos houthis no Iémen num segundo grupo da aplicação Signal, chat em que se encontravam a sua mulher, o seu irmão e o seu advogado pessoal.

Segundo o jornal The New York Times, os detalhes partilhados incluíam os horários de voos dos aviões que iam atingir os alvos a 15 de março e são semelhantes à informação que Hegseth já tinha divulgado noutro grupo de Signal em que foi incluído um editor da revista The Atlantic.

Pentágono investiga utilização do Signal por Pete Hegseth para discutir ataque no Iémen

Jennifer, a mulher de Pete Hegseth, não é funcionária do Departamento da Defesa, mas acompanhou o marido em várias viagens ao estrangeiro e mesmo a reuniões com líderes estrangeiros, o que gerou polémica nos EUA.

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Este segundo grupo no Signal agora revelado pelo Times, chamado “Defense | Team Huddle”, foi criado pelo próprio governante ao contrário do primeiro grupo “Houthi PC small group” em que figurava o editor da The Atlantic. Este foi formado pelo conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, Mike Waltz.

Pete Hegseth usava o seu telemóvel privado em vez do que está associado ao governo norte-americano neste segundo grupo através do qual o seu irmão, Phil, o advogado pessoal, Tim Parlatore, além da sua mulher, tiveram acesso a informações militares secretas. Neste grupo também estavam conselheiros próximos do secretário da Defesa como o chefe de gabinete Joe Kasper, ou dois funcionários que foram despedidos na passada semana sob acusação de terem divulgado informações.

O jornal norte-americano adianta que os dados sobre os ataques de março ao Iémen foram partilhados por Hegseth quase ao mesmo tempo em ambos os grupos de Signal.

O The New York Times indica que um elemento da administração Trump recusou comentar se Pete Hegseth tinha partilhado informação secreta, mas que garantiu que não tinha havido fugas de informação de segurança nacional. Contudo, peritos ouvidos pelo jornal adiantam que caso estes dados tivessem chegado ao inimigo, poriam em risco a vida dos pilotos dos aviões envolvidos nos ataques ao Iémen.

Pete Hegseth está a ser alvo de uma análise orientada pelo inspetor-geral do Pentágono, Steven Stebbins, ao que foi revelado no grupo de Signal de que o editor da The Atlantic fazia parte. “O objetivo desta avaliação é determinar de que forma é que o secretário da Defesa e outros funcionários do Departamento de Defesa respeitaram as políticas e procedimentos de segurança quanto a usar uma aplicação de mensagens comercial para assuntos oficiais”, revelou o inspetor-geral na notificação enviada ao governante.