Desde que Ruben Amorim trocou o Sporting pelo Manchester United, no fim de novembro, que a questão mais repetida em relação ao treinador português foi apenas uma: se estaria ou não arrependido de ter trocado um bicampeonato bem encaminhado por uma equipa da segunda metade da Premier League. Amorim, porém, tem sido peremptório.
As últimas semanas, ainda assim, têm tido contornos específicos — e nem sempre positivos. Apesar do heroico apuramento para as meias-finais da Liga Europa, com uma reviravolta no prolongamento que eliminou o Lyon de Paulo Fonseca, o Manchester United somava quatro jornadas sem ganhar na antecâmara da jornada deste fim de semana e continua afundado em posições pouco habituais na classificação. Mas nem isso mudava a opinião de Ruben Amorim.
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“Sem arrependimentos. Não neste momento. Se me perguntassem há quatro meses, mesmo com todos os problemas, talvez sinta que deveria ter sido mais forte no início da temporada. Contudo, hoje, tenho a sensação de que isso é algo que nos vai ajudar no futuro. Estamos a sofrer muito, há muita frustração e sofrimento. No entanto, sinto que vamos usar todas as informações para nos prepararmos melhor para os próximos anos. Acho que é o máximo que um treinador pode alcançar, não me arrependo de nada”, atirou o treinador português na antevisão da visita deste domingo ao Bournemouth, que antecipava a primeira mão da meia-final da Liga Europa contra o Athl. Bilbao.
Assim, e ainda sem Amad Diallo, Ruben Amorim lançava Bruno Fernandes e Alejandro Garnacho no apoio a Højlund, com Kobbie Mainoo e Casemiro no meio-campo e Manuel Ugarte e Eriksen a começarem no banco. Do outro lado, num Bournemouth que continua dentro das contas do apuramento para a Liga Conferência, Andoni Iraola tinha Evanilson no onze inicial, para além de Semenyo, Justin Kluivert e Ouattara.
O Bournemouth teve a primeira situação de perigo, com Ouattara a rematar ao lado já dentro da grande área (5′), mas o Manchester United respondeu com um pontapé de Mainoo que Kepa defendeu (10′). Ainda assim, a equipa de Andoni Iraola estava claramente por cima do jogo e aproximava-se constantemente da baliza de André Onana — até acabar por abrir mesmo o marcador. Patrick Dorgu perdeu a bola a sair a jogar, Evanilson desviou de calcanhar já na área e Semenyo, com um pontapé forte, garantiu a vantagem (23′).
Evanilson serviu e Semenyo encheu o pé ????
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Podia ser um "Tu és o VAR" mas as imagens são esclarecedoras: expulsão de Evanilson ????#DAZNPremier pic.twitter.com/EercK783N1
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Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e a lógica do jogo manteve-se, com o Bournemouth a criar as principais situações de perigo. Ouattara ficou muito perto de aumentar a vantagem à passagem da hora de jogo, com um remate ao poste (60′), e Ruben Amorim respondeu ao lançar Ugarte, Mason Mount e Lindelof. A equipa da casa ficou reduzida a dez elementos a 20 minutos do fim, quando Evanilson foi expulso com cartão vermelho direto na sequência de uma entrada dura sobre Mazraoui, e os red devils ainda conseguiram empatar por intermédio de Højlund nos descontos (90+6′).
O Manchester United empatou em casa do Bournemouth e leva agora cinco jornadas sem ganhar, entre três derrotas e dois empates. Ruben Amorim continua a dizer que não se arrepende de ter ido para Old Trafford — mas é preciso muito mais para que ninguém se arrependa.
Pelo buraco da agulha lá empata o United ao cair do pano ????
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⏹️ Hojlund's late leveller earns us a point on the road.#MUFC || #BOUMUN
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