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Os rebeldes iemenitas Houthis do Iémen e os Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo, anunciou esta terça-feira o chefe da diplomacia de Omã, pouco depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar o fim dos ataques no Iémen. O acordo acontece depois de dois dias consecutivos de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Iémen.

Num comunicado divulgado na rede social X, o país do Península Arábica afirmou ter conduzido “recentes discussões e contactos” com os Estados Unidos e as “autoridades relevantes” em Sanaa, controladas pelos Houthis.

“Os esforços resultaram num acordo de cessar-fogo entre as duas partes. No futuro, nenhuma das partes terá como alvo a outra, incluindo os navios americanos, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab, garantindo a liberdade de navegação e o bom fluxo da navegação comercial internacional”, pode ler-se na nota.

O anúncio surgiu após as declarações do Presidente norte-americano, nas quais afirmou que os houthis se tinham rendido e os bombardeamentos dos Estados Unidos no Iémen iam parar de imediato.

“Os houthis anunciaram (…) que não querem lutar mais. Simplesmente não querem lutar. E nós honraremos isso. Vamos parar os bombardeamentos. Eles renderam-se”, anunciou Donald Trump na Sala Oval da Casa Branca, onde recebeu, esta terça-feira, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney.

Após o anúncio da trégua, o chefe do comité revolucionário dos houthis, Mohammed Ali al-Houthi, afirmou, na rede social X, que o grupo vai avaliar a suspensão da “agressão” dos norte-americanos contra o Iémen e garantiu, ainda, que vai continuar a apoiar Gaza. Al-Houthi sublinha que o cessar-fogo com os Estados Unidos não inclui a suspensão dos ataques do grupo contra Israel.

Paralelamente, o líder político dos houthis, Mahdi al-Mashat, prometeu uma resposta “rápida, dolorosa e para além do que o inimigo israelita pode suportar”, num discurso em que garantiu que os ataques a Israel “continuariam”.

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