1247kWh poupados 1247 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Israel 2026
Legislativas

Fonte: Observador

Índia diz que atingiu "infraestruturas terroristas" no Paquistão. Dois aviões e drone indianos foram abatidos pela força aérea paquistanesa

Este artigo tem mais de 1 ano

Nova Deli diz que atingiu "infraestruturas terroristas", em ataque que terá feito oito mortos. Paquistão prometeu que ofensiva teria resposta e dois aviões e drone indianos já foram abatidos.

GettyImages-2213211473
i

▲Força aérea indiana "violou a soberania do Paquistão ao usar armas de ataque à distância", garante o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês

AFP via Getty Images

▲Força aérea indiana "violou a soberania do Paquistão ao usar armas de ataque à distância", garante o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês

AFP via Getty Images

Ainda que a Índia garanta que a ação militar levada a cabo contra “alvos terroristas” esta terça-feira “não é propícia à escalada” de tensão na região, a confirmação de que as forças armadas de Nova Deli atacaram nove locais no Paquistão e em Jamu e Caxemira, territórios ocupados pelos paquistaneses, representa um novo capítulo nos mais recentes problemas entre ambos os países, duas potências nucleares. A “Operação Sindoor”, assim foi batizada, tem origem num atentado que matou 26 pessoas a tiro, a 22 de abril, na cidade turística de Pahalgam, na Caxemira indiana.

Esta terça-feira, pelo menos oito paquistaneses terão sido mortos nesta ação militar, que fez ainda 25 feridos e 2 desaparecidos, informou o porta-voz militar do Paquistão, citado pela Reuters.

Em retaliação, a força aérea paquistanesa terá já abatido dois aviões e um drone indianos, disse à mesma agência o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Muhammad Asif, que declarou ainda que todos os alvos atingidos pelo país vizinho são locais civis e que a alegação da Índia de que “apontou a campos de terroristas” é falsa.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, escreveu no X que “está a ser dada uma resposta vigorosa” depois de o “inimigo astuto ter levado a cabo ataques cobardes em cinco locais no Paquistão”. O Comité de Segurança Nacional do Paquistão, um órgão convocado apenas para situações extremas, reúne-se esta quarta-feira manhã (06h00 em Lisboa).

“A nação paquistanesa e as forças armadas paquistanesas sabem como lidar com o inimigo. Nunca permitiremos que o inimigo tenha êxito nos seus objetivos nefastos”, acrescentou Sharif.

Além disso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão afirmou, citado pela Reuters, que a força aérea indiana “violou a soberania do Paquistão ao usar armas de ataque à distância”.

GettyImages-2213211482

▲ Militares isolam uma rua perto do local de um ataque em Muzaffarabad, a capital da Caxemira administrada pelo Paquistão

AFP via Getty Images

Logo após o ataque, em comunicado, citado pelo The Guardian, as forças militares de Nova Deli confirmaram ter atacado as “infraestruturas terroristas” onde consideram terem sido “planeados e de onde partiram ataques terroristas contra a Índia”. “As nossas ações têm sido orientadas, ponderadas e não propícias à escalada. A Índia demonstrou considerável moderação na seleção de alvos e métodos de execução”, lê-se no mesmo comunicado, no qual se sublinha que “não foram visadas quaisquer instalações militares paquistanesas”.

Já na rede social X, as forças militares indianas anunciaram o sucesso da operação, escrevendo que “foi feita justiça” e que a Índia vencerá. Os oficiais da Defesa indiana afirmaram, entretanto, que ativaram todas as unidades de defesa aérea ao longo da fronteira Índia-Paquistão para fazer face a qualquer eventualidade após os ataques indianos no Paquistão. Já os aeroportos de Lahore e Sialkot, no Paquistão, foram fechados pelas próximas 48 horas, avança o India Today.

O conselheiro de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, informou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, logo após os ataques de Nova Deli ao Paquistão, revelou a embaixada indiana em Washington.

“As ações da Índia foram direcionadas e precisas”, garantiu a embaixada em comunicado, acrescentando que Marco Rubio, também conselheiro interino de segurança nacional, foi informado “sobre as ações tomadas”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já reagiu à ação militar. “É uma pena. Acabámos de saber quando entrámos pela porta da Sala Oval. Acabámos de saber”, disse Trump quando lhe foi pedido que comentasse a operação militar lançada pela Índia no Paquistão, citado pelo Times of India. “Acho que as pessoas sabiam que algo ia acontecer, com base no passado”, acrescentou o presidente norte-americano.

“Eles [Índia e Paquistão] têm lutado por um longo período de tempo, por décadas, por séculos na verdade. Espero que tudo termine muito rapidamente”, apelou.

GettyImages-2213211210

▲ Residentes saem das suas casas em Muzaffarabad

AFP via Getty Images

“Mundo não consegue suportar um confronto militar entre a Índia e o Paquistão”, avisa Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, confessou estar “muito preocupado” com as operações militares da Índia na fronteira com o Paquistão e apelou à máxima contenção de ambos os países.

“O secretário-geral está muito preocupado com as operações militares indianas na Linha de Controlo e na fronteira internacional”, indicou aos jornalistas o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

“O mundo não consegue suportar um confronto militar entre a Índia e o Paquistão”, concluiu em comunicado Guterres. Na segunda-feira, o secretário-geral já tinha oferecido à Índia e ao Paquistão os seus “bons ofícios ao serviço da paz” e garantiu que as Nações Unidas estavam prontas para apoiar qualquer iniciativa para reduzir as tensões entre os dois países. “É essencial – especialmente nesta hora crítica – que a Índia e o Paquistão evitem um confronto militar que poderia facilmente ficar fora de controlo”, escreveu no X.

“Agora é o momento de máxima contenção e de recuar do abismo. Essa tem sido a minha mensagem no contacto contínuo que tenho mantido com ambos os países”, afirmou ainda líder na ONU na segunda-feira, numa declaração à imprensa, em Nova Iorque.

[Espanha fez tudo o que devia para evitar o apagão? No podcast “A História do Dia“, só precisa de 15 minutos para ficar bem informado. Conversamos com os jornalistas da redação do Observador e com especialistas para lhe explicar tudo sobre a história mais importante do dia. E ainda lhe damos um resumo rápido das notícias que tem mesmo de saber. Pode ouvir aqui, na Apple Podcasts, no Spotify ou no Youtube Music]

O atentado de 22 de abril e a responsabilidade negada

A tensão entre os dois países voltou a disparar desde o ataque de 22 de abril — apesar de o atentado não ter sido reivindicado, Nova Deli acusou da sua autoria Islamabad, que o negou categoricamente. Este ataque foi o mais mortífero contra civis desde há mais de 20 anos na parte indiana daquela região de maioria muçulmana.

A polícia indiana diz estar à procura de pelo menos dois cidadãos paquistaneses entre os atacantes e os seus cúmplices, e diz que estão ligados ao LeT, o movimento jihadista Lashkar-e-Taiba, sediado no Paquistão, já suspeito dos ataques que mataram 166 pessoas em Bombaim em 2008.

Um dos locais visados durante a noite pelo exército indiano foi a Mesquita Subhan, em Bahawalpur, no Punjab paquistanês, que, de acordo com os serviços de informação indianos, está ligada a grupos próximos do LeT, principalmente o Jaish-e-Mohammed (JeM).

No final de abril, a Índia suspendeu o tratado de distribuição de água entre os dois países e o Paquistão encerrou o seu espaço aéreo a companhias aéreas indianas. Antes disso a Índia já tinha ordenado a saída do país de todos os paquistaneses até 29 de abril. Há mais de uma semana que se regista fogo cruzado de artilharia ligeira entre soldados indianos e paquistaneses durante a noite, ao longo da fronteira que separa os dois países.

Esta terça-feira, horas antes do ataque, o Paquistão acusou a Índia de alterar o caudal do rio Chenab, um dos três rios sob o controlo de Islamabad ao abrigo do tratado de 1960. “Notámos alterações no Chenab que nada têm de natural (…) o caudal do rio, que é normal, foi consideravelmente reduzido de um dia para o outro”, declarou o ministro da Irrigação do Punjab, Kazim Pirzada.

O primeiro-ministro indiano assumiu então que o seu país vai “cortar a água” dos rios que correm do seu território para o Paquistão. “A água pertencente à Índia costumava fluir para o exterior, mas agora será cortada para servir os interesses da Índia e será utilizada para o país“, anunciou Modi num discurso público.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.