A Tekever atingiu o estatuto unicórnio com uma nova ronda de financiamento. Empresa fica avaliada em mais de 1,2 mil milhões de euros.
Em comunicado, a empresa revela que a chegada a unicórnio — ou seja, uma avaliação acima de mil milhões de dólares — foi garantida por uma ronda de financiamento com atuais investidores. Não é divulgado o valor total arrecadado na ronda, mas é indicada a participação da Ventura Capital, da gestora de investimentos Baillie Gifford, do Fundo de Inovação da NATO, da Iberis Capital e da Crescent Cove.
A Tekever é conhecida pelos drones e pelos sistemas autónomos orientados por inteligência artificial. Tem conquistado espaço na área da tecnologia aplicada à defesa e segurança.
Na nota à imprensa, a companhia refere que esta ronda de financiamento coincide com o lançamento de um plano a cinco anos no valor de 471 milhões de euros para um programa de desenvolvimento no Reino Unido. O Overmatch é “destinado à indústria de defesa do Reino Unido e pretende garantir que o Reino Unido e os seus aliados se mantêm na frente de tecnologia vital autónoma e impulsionada por IA”. Está previsto o investimento em investigação, infraestrutura e tecnologia de defesa que deverá gerar “mais de mil postos de trabalho altamente qualificados”.
Ricardo Mendes, CEO da Tekever, afirma em comunicado que a ronda de financiamento “irá ajudar a empresa na missão” de criar um “ecossistema de inovação na defesa que dá poder a empresas de todos os tamanhos para inovarem em escala com a missão partilha de garantir o futuro da Europa”. O CEO destaca também o “apoio contínuo dos investidores, incluindo a Baillie Gifford e o Fundo de Inovação da NATO” como reflexo “da confiança na visão, tecnológica e sucesso a longo prazo” da companhia.
Nos últimos anos, a Tekever tem fornecido drones à Ucrânia. John Ridge, do Fundo de Inovação da NATO, destaca que “a oferta da empresa de soluções não tripuladas de vigilância tem sido fundamental em ajudar a Ucrânia a responder à agressão russa através de inovação contínua durante o conflito”. Este responsável, que teve contacto com a Tekever quando ainda era diretor de inovação no Ministério da Defesa britânico, destaca a “integração crescentemente sofisticada de IA e software nas plataformas” e o facto de estarem a “forjar novas parcerias inovadoras entre governo e indústria para ajudar a transformar a base industrial da Europa”.
A Tekever é a oitava empresa com ADN português a chegar ao estatuto de unicórnio: a primeira foi a Farfetch, em 2015, seguida pela OutSystems e TalkDesk, em 2018, a Sword Health, a Feedzai, a Remote e a Anchorage Digital, em 2021. Porém, após o colapso da Farfetch, que foi vendida à Coupang em dezembro de 2023, as opiniões dividiam-se sobre se este estatuto ainda se adequava à empresa.