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Trump e Putin falaram ao telefone, acordaram negociações imediatas e não queriam desligar

Este artigo tem mais de 1 ano

Falaram mais de duas horas ao telefone, trataram-se pelo primeiro nome e, no fim, Trump avisou que Kiev e Moscovo vão ter de definir as condições de negociação.

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SPUTNIK/AFP via Getty Images

SPUTNIK/AFP via Getty Images

“Vladimir, podes telefonar a qualquer momento, terei todo o gosto em atender”. Segundo o Kremlin, foi com estas palavras e com este tom que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se dirigiu ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, numa chamada feita durante a tarde desta segunda-feira em que concordaram voltar a negociar — ainda que sem datas ou resultados concretos.

A principal revelação, porém, foi feita por Donald Trump, numa publicação no Truth Social, onde anunciou que a Rússia e a Ucrânia iriam iniciar negociar “imediatamente com vista a um cessar-fogo e, mais importante ainda, a pôr fim à guerra”.

Já Vladimir Putin considerou apenas que a chamada foi “informativa, franca e muito útil” e que estavam num “bom caminho para chegar a um acordo com a Ucrânia“.

Segundo Yuri Ushakov, assessor de Putin, nenhum dos líderes queria desligar o telefone, mesmo depois de duas horas e cinco minutos de telefonema. “É raro ter conversas tão longas em que nenhum dos Presidentes queria terminar a conversa”, contou. Durante a ligação os líderes falaram sobre terem, eventualmente, um novo encontro presencial, acrescentou o assessor de Putin.

O Presidente dos EUA já disse várias vezes que o encontro pessoal com o homólogo russo será fundamental para desbloquear a situação na Rússia. O assessor do Kremlin ressalvou que houve a preocupação mútua de que uma futura cimeira entre os países “não fosse vazia, mas sim produtiva”.

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Desde Kiev, Volodymyr Zelensky, que falou depois com Trump numa chamada de grupo com os aliados europeus, revelou aos jornalistas que estava em cima da mesa uma cimeira que juntasse russos, ucranianos, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia.

Na rede social X, o Presidente ucraniano disse que o país estava “pronto para negociações diretas com a Rússia em qualquer formato que traga resultados” e falou num momento “decisivo” já que “o mundo pode agora ver se os seus líderes são verdadeiramente capazes de garantir um cessar-fogo e alcançar uma paz real e duradoura”.

“O que é necessário é que a Rússia esteja igualmente disposta a encetar conversações significativas”, acrescentou o líder ucraniano.

Apesar de tudo, Trump pareceu atirar o protagonismo em futuras conversações para a Rússia e para a Ucrânia, afirmando no Truth Social que “as condições” para a paz “serão negociadas entre as duas partes“, sem mencionar uma futura presença americana.

“Como só pode ser, porque elas conhecem pormenores de uma negociação que mais ninguém conhece”, disse ainda, admitindo até abandonar o barco se não houver acordo. “Há grandes egos envolvidos, mas acho que alguma coisa vai acontecer. E se nada acontecer, eu afasto-me e eles vão ter de continuar“, afirmou.

Líderes discutiram um reaproximamento económico e “emocionado”

No Truth Social, o líder norte-americano revelou também que concorda que a Rússia voltar a ter relações comerciais com os Estados Unidos,” quando o banho de sangue catastrófico acabar”.

Por seu turo, Ushakov contou que o líder norte-americano “falou de forma bastante emocionada sobre as perspetivas destas relações” e que “vê a Rússia como um dos parceiros mais importantes da América em questões comerciais e económicas” depois do fim da Guerra.

“A Rússia tem uma enorme oportunidade de criar grandes quantidades de emprego e riqueza. O seu potencial é ilimitado”, afirmou, sublinhando que a Ucrânia pode vir a ser “um grande beneficiário do comércio” que virá desse regresso.

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