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Trump ameaça UE com tarifas de 50% a partir de 1 de junho

Este artigo tem mais de 1 ano

Donald Trump ameaça a UE com tarifas de 50%. Também aumenta a pressão à Apple, ameaçando agora impor uma tarifa de "pelo menos 25%" se a empresa não transferir a produção do iPhone para os EUA.

epa12120792 US President Donald J Trump announces he has selected the path forward for his ambitious Golden Dome missile defense shield, in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 20 May 2025.  EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL
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▲Trump pressiona a UE e também a Apple

CHRIS KLEPONIS / POOL/EPA

▲Trump pressiona a UE e também a Apple

CHRIS KLEPONIS / POOL/EPA

O Presidente dos EUA volta à carga com a ameaça de tarifas, tendo desta vez como alvo a União Europeia e a Apple. No caso da UE, diz que vai “recomendar” uma “tarifa de 50% a partir de 1 de junho de 2025“.

Trump explica “tem sido muito difícil lidar” com o bloco dos 27, queixando-se de fatores como “barreiras comerciais, impostos, ridículas coimas a empresas” ou até de “processos injustos e injustificados contra empresas norte-americanas”. Em abril, a Comissão Europeia multou a Apple e a Meta em 700 milhões de euros por violação à Lei dos Mercados Digitais. 

O Presidente dos EUA nota ainda que as conversações com a UE “não estão a ir a lado nenhum”. Ressalva, porém, que “não haverá tarifas a produtos que sejam construídos ou fabricados nos EUA”.

Após o anúncio de Trump, as bolsas europeias estão a negociar no vermelhor. O índice Stoxx 600, que agrega as maiores cotadas da Europa, cede 1,23% às 14h55, segundo dados do MarketWatch.

Além da pressão à UE, também ameaça a tecnológica norte-americana Apple, com a ameaça da imposição de uma tarifa de “pelo menos 25%” a aplicar aos produtos da empresa.

Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump explica que “há muito que informou Tim Cook”, o CEO da Apple, de que espera “que os iPhone que são vendidos nos EUA sejam fabricados e montados nos EUA, não na Índia ou em outro local qualquer”. Caso isso não aconteça, diz Trump, “a Apple deve pagar aos EUA uma tarifa de pelo menos 25%”.

A publicação do Presidente dos EUA agrava a tensão com a liderança da Apple. Este mês, Tim Cook afirmou que as fábricas indianas vão passar a fornecer “a maioria” dos iPhone que serão vendidos nos EUA ao longo dos próximos meses. É desta forma que a Apple pretende minimizar as consequências da guerra comercial e das tarifas impostas pelos EUA à China, um país importante de produção do iPhone.

A revelação feita por Cook não agradou a Donald Trump, que teceu críticas ao executivo durante a viagem que fez ao Qatar, na semana passada. “Tenho um pequeno problema com Tim Cook”, citou a CNN. “Disse-lhe ‘Tim, és meu amigo. Trato-te muito bem. Vais investir 500 mil milhões de dólares. Mas agora ouço que estás a construir em toda a Índia. Não quero que invistas na Índia'”, afirmou Trump, aproveitando a oportunidade para reiterar que quer a Apple a fabricar produtos nos EUA.

Segundo uma fonte da administração norte-americana à CNN e ao Financial Times, Tim Cook esteve reunido com Donald Trump na Casa Branca esta terça-feira. Porém, não é claro se o assunto está diretamente ligado a tarifas ou a outro tipo de projeto.

Em fevereiro, a Apple comprometeu-se a gastar e a investir “mais de 500 mil milhões de dólares” nos EUA ao longo dos próximos quatro anos, numa tentativa de apaziguar Donald Trump. A promessa incluiu planos para aumentar as instalações em pontos como o Michigan, Texas, Califórnia, Arizona, Nevada, Iowa, Oregon, Carolina do Norte ou Washington. No caso do Texas, está prevista a criação de uma nova fábrica e investimentos ligados à engenharia em áreas como inteligência artificial e desenvolvimento de semicondutores.

A Apple ainda não reagiu à ameaça de Donald Trump. As ações da empresa caíram 3,75% antes da abertura do mercado; já depois da abertura de Wall Street, cediam 2,74%, a cotar nos 195,93 dólares. Segundo dados do MarketWatch, Wall Street abriu com tendência negativa: o Dow Jones cede 0,82%, o S&P 500 cai 1,03% e o índice tecnológico Nasdaq tomba 1,3%.

(Atualizada às 14h56)

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