O ator e comediante britânico Russell Brand declarou-se inocente esta quarta-feira, depois de prestar declarações sobre as cinco acusações de violação, abuso sexual e atentado ao pudor de que é alvo na justiça britânica.
Brand será agora julgado em junho de 2026, segundo a Sky News, no caso que envolve alegações de quatro mulheres entre 1999 e 2005. Tanto à entrada, como à saída do tribunal de Southwark, em Londres, o ator entrou sem prestar quaisquer declarações à imprensa que ali estava presente.
Russell Brand acusado no Reino Unido de crimes de violação, agressão sexual e atentado ao pudor
A Polícia Metropolitana londrina e os procuradores do Crown Prosecution Service acusaram formalmente o ator em abril deste ano, a seguir à divulgação de várias alegações feitas contra Brand numa reportagem conjunta do canal de televisão Channel 4 e dos jornais The Times e Sunday Times.
Na altura, respondendo à notificação das autoridades, Brand publicou um vídeo na rede social X a negar todas as alegações feitas contra ele e contar que estava “incrivelmente grato” por “ter a oportunidade de se defender destas acusações em tribunal”.
“O que eu nunca fui, foi um violador. Nunca me envolvi em atividades não consensuais”, alegou o ator e comediante.
My response. pic.twitter.com/wJMGxlwBh0
— Russell Brand (@rustyrockets) April 4, 2025
No passado dia 2 de maio, o comediante apresentou-se no tribunal de Westminster, em Londres, para ser ouvido sobre o caso pela primeira vez. Acabou por sair da sessão sem ser detido mas com o dever de informar regularmente a justiça sobre a sua localização.
Segundo o jornal The Telegraph, que assistiu às sessões no tribunal, a primeira acusação veio de uma mulher que terá sido violada em 1999 pelo ator em Bournemouth depois de uma conferência do Partido Trabalhista nessa cidade do sul de Inglaterra.
“O tribunal ouviu que Brand conheceu uma mulher num espetáculo de teatro e que depois regressaram a um quarto de hotel. Uma vez no quarto, Brand ter-lhe-á tirado a roupa interior da mulher e violou-a”, escreve o jornal britânico.
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Depois, em 2001, o ator terá tentado forçar uma segunda mulher a entrar na casa de banho de homens, agarrando-a pelo braço, segundo a própria, citada pelo mesmo jornal. Já em 2004, Brand é acusado por uma terceira mulher de a ter agredido sexualmente enquanto trabalhava numa estação de rádio.
Por fim, informa ainda o Telegraph, uma quarta mulher acusou ainda que Russell Brand, enquanto trabalhava no canal Channel 4 entre 2004 e 2005, a terá agarrado, empurrado contra uma parede, a beijado forçosamente e apalpado o peito e as nádegas.