A Polícia Judiciária esteve esta terça-feira a realizar buscas na Câmara Municipal do Montijo. No local estiveram cerca de 20 inspetores da PJ de Setúbal e o Observador sabe que foram apreendidos documentos em papel, mas também material informático. Em causa estará um “processo de contratação pública” e eventuais crimes de corrupção, participação económica em negócio e abuso de poder.

As buscas decorreram durante a manhã e em causa está um processo de contratação pública que decorreu entre os anos de 2021 e 2023. Segundo apurou o Observador junto de fonte conhecedora do processo, não foram constituídos arguidos na operação desta terça-feira, mas, em comunicado, a PJ referiu, entretanto, que a empresa à qual a autarquia adjudicou a realização de obras também foi alvo de buscas. “O município, de forma a contornar as obrigações decorrentes da contratação pública, ao invés de ter realizado um único procedimento através de concurso público, realizou dois procedimentos distintos através de consulta prévia, tendo os contratos sido adjudicados à mesma empresa”, refere o comunicado.

No mesmo comunicado, a Polícia Judiciária concretiza o valor do contrato em causa: 250 mil euros.

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Além dos 20 inspetores, participaram nas buscas oito elementos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática da PJ e dois magistrados do Ministério Público. O inquérito está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal do Montijo.

Nos anos a que o processo sob investigação decorreu, a autarquia do Montijo era liderada pelo socialista Nuno Canta, que deixou a câmara em junho de 2024 para assumir funções na Amarsul, empresa de gestão de resíduos sólidos da península de Setúbal. Não há, no entanto, informações sobre quem são os suspeitos visados no inquérito do Ministério Público que deu origem a estas buscas.

Notícia atualizada às 16h25 de 3 de junho com informações do comunicado da Polícia Judiciária