O Serviço de Segurança Ucraniano (SBU) divulgou esta quarta-feira um vídeo da operação Teia de Aranha, durante o qual foram realizados ataques das forças de Kiev contra dezenas de bombardeiros estratégicos russos em bases na Rússia, incluindo a de Belaya — localizada na região de Irkutsk, na Sibéria.
As imagens, cuja data de gravação não conseguiu ser independentemente confirmada pela Reuters, mostram as gravações do sinal de vídeo dos drones, que se aproximavam dos aviões antes de explodir. Ao todo, segundo Volodymyr Zelensky, foram usados 117 aeronaves não tripuladas no ataque.
Também foram atacados bombardeiros nos aeroportos militares de Olenya, Ivanovo, Dyagilevo. “Foram nestas que se instalou a aviação estratégica do Estado agressor, que bombardeia regularmente cidades ucranianas pacíficas”, afirmou o SBU num comunicado publicado no seu site.
Segundo a Reuters, os drones pousaram em dois aviões espiões militares A-50, um dos tipos de aeronaves que o serviço diz ter atacado. Ao todo, as forças ucranianas dizem que 41 aviões foram destruídos.
O SUB, dedicado a atividades de espionagem e operações secretas, explicou ainda que os drones utilizaram “uma tecnologia moderna de controlo”, que combina a condução normal por uma pessoa com “algoritmos autónomos de inteligência artificial”.
“Por exemplo, alguns drones, devido à perda de sinal, passaram a executar uma missão usando inteligência artificial ao longo de uma rota pré-planeada. E depois de se aproximarem e contactarem um alvo especificamente designado, a ogiva era automaticamente ativada”, foi ainda avançado no comunicado.
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