“A bandeira não pertence ao Presidente Trump. Pertence-nos a nós. Não estamos a ver a história acontecer. Estamos a fazê-la”. A mensagem é clara e dá o mote às manifestações marcadas para o próximo sábado, 14 de junho, em dezenas de cidades nos EUA, mas que vão chegar também a vários países da Europa, incluindo a Portugal, na cidade do Porto.

Os protestos são organizadas pelo movimento “No Kings” em resposta a um desfile militar, em Washington, D.C., marcado na data que assinala 250 anos da criação do Exército norte-americano, mas que coincide igualmente com o 79.º aniversário do Presidente norte-americano.

Segundo a Axios, estima-se que milhões de pessoas protestem em mais de 1.800 comícios em todos os 50 estados norte-americanos.

No Kings

“No dia 14 de junho, Donald Trump quer tanques na rua e uma exibição televisiva de domínio para o seu aniversário. Um espetáculo destinado a mostrar força. Mas o verdadeiro poder não é encenado em Washington. Ele ergue-se em todo o lado”, alegam os organizadores das centenas de contraprotestos, que deixaram a capital norte-americana de fora dos locais de concentração para marcar uma posição.

“A No Kings não vai organizar um evento em Washington, D.C. Em vez disso, vamos realizar uma grande marcha e um comício em Filadélfia, para estabelecer um claro contraste entre o nosso movimento popular e o dispendioso, esbanjador e anti-americano desfile de aniversário em Washington”, lê-se ainda no manifesto da organização.

Além protesto de maior dimensão em Filadélfia, a ideia divulgada pelo coletivo é a de que as “pessoas se juntem em comunidades de todo o país para rejeitar a política dos homens fortes e a corrupção”, numa tentativa de descentralizar a ação política. “No dia 14 de junho, vamos aparecer em todos os sítios onde ele [Trump] não está – para dizer ‘sem tronos, sem coroas, sem reis'”, apelam.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

Protesto estende-se até à Europa e vai passar pelo Porto. Apela-se a “ação não violenta”

As manifestações simultâneas não ficam só por território norte-americano, mas estendem-se à Europa e outros continentes. Em várias capitais europeias, caso de Berlim, Londres e Amesterdão, os protestos vão decorrer junto a embaixadas e consulados dos EUA.

Em Portugal, está marcado um protesto na cidade do Porto, na Fonte dos Leões, em frente à Universidade do Porto.

Na descrição do evento, a organização faz questão de destacar que um princípio fundamental do No Kings é o “compromisso com a ação não violenta“. “Esperamos que todos os participantes busquem apaziguar qualquer possível confronto com aqueles que discordam dos nossos valores”, apela-se ainda. 

O pedido de ação não violenta surge no momento em que na cidade de Los Angeles entrou em vigor esta terça-feira à noite um recolher obrigatório noturno. A medida foi imposta de forma a lidar com as manifestações que se multiplicaram na cidade, em protesto contra os raides anti-imigração do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês).