A divulgação nas redes sociais do enunciado do exame de Matemática do 9.º Ano, que deveria ser secreto, vai levar a mudanças no próximo ano letivo. O Ministério da Educação ressalva que, apesar de a “partilha pública de itens da prova” ser “lamentável”, “não tem qualquer impacto na realização e na validade da prova deste ano, nem nos resultados dos alunos”; contudo, “produzirá efeitos na elaboração da prova do próximo ano letivo”, sem especificar se o enunciado vai mudar, ou se será alterada a forma como os alunos a farão.

A tentativa de manter a prova secreta tinha “como objetivo o reforço da comparabilidade dos resultados dos alunos ao longo dos anos, contribuindo, desta forma, para uma melhor monitorização da aprendizagem, com um real diagnóstico da evolução das aprendizagens dos alunos e a possibilidade de decidir políticas de Educação baseadas em dados comparáveis”, reconhece o Ministério.

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Ainda quanto à prova final de Matemática, o Ministério da Educação anunciou que o item 2 da prova será anulado “para que fiquem garantidas condições de equidade para todos os alunos”.

“Enquanto decorreu a prova final de Matemática, foram registadas dificuldades técnicas na plataforma do IAVE relacionadas com o item 2, cujo peso na classificação corresponde a 5 pontos em 100. O item em questão requeria uma associação de três elementos de uma coluna com elementos de uma segunda coluna. Não tendo sido um problema generalizado, alguns alunos ficaram tecnicamente impedidos de, naquele momento, completar esse item 2 — tendo sido possível completá-lo mais tarde”, lê-se no comunicado enviado às redações. “Apenas 4% dos alunos – incluindo os que têm necessidades educativas específicas – concluiu a sua prova acima de 120 minutos, usufruindo do tempo suplementar como previsto. Apesar de a situação ter sido contida e ultrapassada, o MECI reconhece que não foi possível assegurar condições de equidade a todos os alunos na resposta ao item 2 da prova de Matemática, razão pela qual este item será anulado, garantindo que nenhum aluno é prejudicado na sua classificação final.”

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Apesar destes percalços, o Governo faz um balanço positivo das provas finais do 9.º Ano. A Matemática, foram realizadas 97.450 provas, ou seja, 99% das previstas, “tendo 97% das provas sido iniciadas no intervalo horário previsto”, de 120 minutos. A Português, foram realizadas 97.352 provas, “o que corresponde a 99% das provas agendadas, tendo 99% dos alunos iniciado a prova à hora prevista”.

Este foi o primeiro ano em que estas provas finais foram realizadas em formato digital. Segundo o Ministério, foram registadas “apenas falhas pontuais que as escolas souberam solucionar no momento e sem impacto na realização das provas”.

O Governo recorda ainda que foram alocados 15,4 milhões de euros às escolas de forma a dotá-las de condições tecnológicas para a realização das provas e que foram contratados 27 técnicos especializados em redes de informática para as escolas que sinalizaram essa necessidade.

No início do próximo ano letivo, serão comunicados “ajustes e melhorias decorrentes da experiência deste primeiro ano de implementação”.

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