Foi através das redes sociais que a princesa Josefa Von Hohenzollern anunciou a morte do marido, aos 62 anos. Grávida e a dias de conhecer o filho, que se vai chamar Leopold, a candidata a presidente da câmara da cidade de Leonberg diz que o príncipe Harald Hohenzollern morreu “inesperadamente de um ataque cardíaco repentino”.
“Preciso de tempo de luto para dizer adeus e estar presente para o nosso filho. É por isso que estou a retirar-me da campanha e das redes sociais nos próximos dias”, escreveu Josefa, apesar de ter confirmado ao jornal Stuttgarter Nachrichten que vai manter a candidatura: “Isso também seria do melhor interesse do meu marido”, disse, citada pelo Bild.
Harald Hohenzollern era conhecido na Alemanha como o “Príncipe Diamante”, por liderar uma empresa de pedras preciosas na Namíbia. O empresário também apoiava causas sociais para a redução da pobreza na África, de acordo com o alemão Focus. Harald tinha o título de príncipe de Hohenzollern-Emden e era membro da linha suábia da Casa de Hohenzollern, à qual também pertencem os príncipes de Hohenzollern-Sigmaringen, que têm antepassados ligados à história da realeza portuguesa, como Estefânia, rainha de Portugal entre 1858 e 1859.
Josefa conheceu o príncipe dois anos antes do casamento, numa feira de negócios em Estugarda e confessou ao Bild que “foi amor à primeira vista”. Antes de tornar-se princesa, era conhecida pelo nome Schmid, apesar de ser conhecida na vida política como “autarca cantora”, pelo vídeo publicado no Youtube há 11 anos a cantar um cover modificado de Weilst A Herz Host Wie A Bergwerk, de Rainhard Fendrich. Entre 2008 e 2020, Josefa foi presidente da câmara de Kollnburg, e em 2021 passou a vice-presidente da câmara de Leonberg, tendo sido afastada em 2023 numa licença compulsória depois de conflitos com o então autarca, Martin Georg Cohn.
O anúncio da morte do marido surge apenas três dias depois de Josefa anunciar a sua candidatura à presidência da câmara de Leonberg, assim como a chegada do filho, que deve nascer em julho. Num comunicado publicado pelo Main Welle, a princesa descrevia a sua gravidez aos 51 anos como “um presente maravilhoso”, e afirmava que pretendia tirar apenas uma semana de licença maternidade para assumir as funções no caso de ser eleita: “Quero ser uma boa autarca e uma mãe atenciosa”, disse, na altura.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 7.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui]