A torre de controlo do Aeroporto Humberto Delgado, o atual aeroporto de Lisboa (conhecido como aeroporto da Portela), vai ser nova. A atual torre vai ser, quando a nova ficar construída, removida para aumentar o espaço de operação no aeroporto Humberto Delgado. Com isso, conseguir-se-á chegar aos 45 movimentos por hora, aguardando-se a entrega do plano até 31 de julho por parte da Vinci que permitirá fazer a avaliação do impacte ambiental.
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, indicou que, com a nova torre que agora ser construída mas que dentro de 10 anos ficará sem valência (com a transferência da unidade aeroportuária para Alcochete), a NAV foi “convidada” a fazer um “projeto novo que permitirá a esta torre passar a ser um museu aeroportuário português, em homenagem a Humberto Delgado” e que, segundo salientou Pinto Luz, será “o primeiro edifício icónico” do Parque Cidades do Tejo que vai nasceu nos terrenos do aeroporto da Portela.
Além da mudança de localização da torre de controlo aéreo, um investimento que será feito pela NAV, foi também aprovada a transferência das atividades da Força Aérea de Figo Maduro (AT1) para a base do Montijo até 2027/28, o que envolve um investimento de 30 milhões de euros nesta base.
Além disso, também foi tema do Conselho de Ministros a escolha do novo campo de tiro da Força Aérea, tendo sido remetido o anúncio da nova localização para o futuro a ser feito pelo ministro da Defesa, Nuno Melo. Municiou-a com meios financeiros para fazer estudos para nova localização e o que é preciso implementar.
A expansão da capacidade no atual aeroporto terá de ser submetida à avaliação de impacte ambiental. “Nunca fugiremos das avaliações ambientais no Humberto Delgado”, indicou Pinto Luz.
Miguel Pinto Luz indicou, ainda, que as obras no terminal 2 estão concluídas, com inauguração apontada até ao final de julho. Esperando pelo plano até 31 de julho, para avançar com a avaliação ambiental para o pier sul e a remodelação das chegadas. Espera ter tudo concluído até final de 2026 e aí o aeroporto estará “capacitado para levar Lisboa até ao fim do seu tempo de vida”. Na apresentação estima-se em cerca de 250 milhões os investimentos necessários nestas três obras.
Em relação ao novo aeroporto no campo de tiro em Alcochete, foi apresentado o estudo do plano de acessibilidades e a 17 de julho a Vinci divulgará o relatório de consultas que fez aos vários intervenientes (stakeholders).
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