O Presidente norte-americano, Donald Trump, foi avisado pela procuradora-geral, Pam Bondi, que o seu nome tinha sido várias vezes mencionado nos ficheiros do caso Epstein várias vezes, avança esta quarta-feira o Wall Street Journal. 

Segundo aquele jornal, a procuradora-geral e o seu adjunto informaram Donald Trump durante uma reunião de rotina na Casa Branca. No entanto, realçaram que havia outros nomes de figuras públicas nos ficheiros — e estar presente nos documentos não significa que tenham participado na rede de pedofilia montada por Jeffrey Epstein, magnata condenado por solicitar a prostituição de uma menor e acusado de coordenar uma rede de tráfico sexual de menores.

Na reunião, Pam Bondi e o adjunto sublinharam que estavam a circular vários boatos sobre pessoas que tinham socializado apenas com Jeffrey Epstein e que não tinham necessariamente participado em atos ilícitos com crianças.

Os responsáveis assinalaram também que o Departamento de Justiça estava a planear não divulgar publicamente mais informações sobre o caso, por causa do conteúdo — que incluía pornografia infantil e informações pessoais das vítimas. Donald Trump terá acatado a decisão.

“Um maravilhoso segredo” e “certas coisas em comum”. A polémica carta de aniversário que Trump terá enviado a Jeffrey Epstein

Na semana passada, o Wall Street Journal publicou uma carta escrita por Donald Trump dirigida a Jeffrey Epstein no seu 50.º aniversário, que mostrava que os dois homens mantinham uma boa relação.

Em resposta, o diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, disse tratar-se de ser uma “continuidade das notícias falsas” que são “combinadas pelos democratas e pelos meios de comunicação sociais liberais”.

No entanto, em declarações à Reuters, dirigentes da Casa Branca assinalaram que nunca negaram o nome de Donald Trump estivesse nos ficheiros relacionados com o caso Epstein.

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