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Ucrânia desmente reunião nos Alpes com EUA e Reino Unido para trocar Zelensky por embaixador no Reino Unido

Este artigo tem mais de 1 ano

Kiev fala em divulgação "massiva" de desinformação pelos serviços secretos russos. Chefes do gabinete de Zelensky, das secretas e o suposto substituto teriam estado presentes na reunião.

epa11137427 A handout photo made available by the Ukrainian Presidential Press Service on 08 February 2024 shows Ukraine's President Volodymyr Zelensky (L) shaking hands with Commander-in-Chief of the Armed Forces of Ukraine Valerii Zaluzhnyi during a meeting in Kyiv, Ukraine. On 08 February 2024, Ukraine's President Zelensky removed Commander-in-Chief of the Armed Forces of Ukraine Valerii Zaluzhnyi from his post. 'Today, I made the decision to renew the leadership of the Armed Forces of Ukraine', Zelensky said, adding 'I am grateful to General Zaluzhnyi for two years of defense'. Oleksandr Syrskyi, commander of the Ukrainian Ground Forces, has been appointed as new Commander-in-Chief of the country's Armed Forces.  EPA/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT -- MANDATORY CREDIT: UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE --  HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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▲Valerii Zaluzhny, que já foi comandante-chefe das forças ucranianas, seria o alegado substituto, segundo a Rússia

UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT/EPA

▲Valerii Zaluzhny, que já foi comandante-chefe das forças ucranianas, seria o alegado substituto, segundo a Rússia

UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT/EPA

Os serviços de informação ucranianos desmentiram uma reunião nos Alpes, divulgada pelas secretas da Rússia, que terá juntado altos representantes britânicos, norte-americanos e ucranianos para substituir Volodymyr Zelensky pelo antigo chefe militar e atual embaixador em Londres, Valerii Zaluzhny.

Num comunicado publicado pelo Serviço de Informações Externas da Rússia lê-se que, segundo informações que teriam obtido, representantes do Reino Unido e dos Estados Unidos ter-se-ão reunido “não há muito tempo” num encontro “num resort alpino” com Andriy Yermak, chefe de gabinete de Zelensky, Kyrylo Budanov, chefe do Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa (conhecido pela sigla ucraniana GRU), e o próprio Zaluzhny.

“Foram discutidas as perspetivas de substituição de Volodymyr Zelensky como chefe do regime de Kiev. Todos os participantes na reunião concordaram que a questão já deveria ter sido resolvida há muito tempo”, afirmam os serviços russos.

A espionagem russa avança ainda que Valerii Zaluzhny tinha sido o nome escolhido pelos representantes britânicos e norte-americanos para suceder ao atual Presidente da Ucrânia, e que Yermak e Budanov tinham dado uma resposta positiva — embora não a troco de nada.

“Em simultâneo, obtiveram promessas da parte dos anglo-saxões para manterem os seus cargos atuais, assim como para serem levados em consideração os seus interesses ao decidir outras questões relacionadas com o pessoal”, lê-se.

[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]

Do lado de Kiev, o comunicado foi descrito como “mais uma” campanha vinda de Moscovo contra o país. Num comunicado no Telegram, o GRU acusa os “propagandistas” russos de espalharem “desinformação de forma massiva sobre uma suposta reunião secreta nos Alpes entre militares e autoridades ucranianas com representantes dos EUA e do Reino Unido”.

Para a espionagem russa, substituir Zelensky seria “essencialmente, uma condição fundamental para ‘reiniciar’ as relações de Kiev com os parceiros ocidentais, principalmente com Washington, e para continuar a assistência ocidental à Ucrânia no confronto com a Rússia”.

De acordo com o GRU, esta “mentira” pretende “aumentar a tensão social na Ucrânia, semear a desconfiança entre os líderes militares e políticos do país, desviar a atenção do público do tema da guerra para o tema das eleições, provocar discórdia e reduzir a capacidade do nosso Estado de oferecer resistência armada aos ocupantes russos“.

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