Cinco soldados foram alvejados num tiroteio numa base militar em Fort Stewart, no estado norte-americano da Geórgia. As vítimas receberam tratamento médico no local e foram depois transportadas para o hospital, estando estáveis, de acordo com informações avançadas pelo complexo militar nas redes sociais. O atirador, um sargento de 28 anos, foi detido e já não representa uma “ameaça ativa para a comunidade”.
“Cinco soldados foram baleados hoje [esta quarta-feira, 6 de agosto] num incidente com um atirador ativo na área da 2.ª Brigada de Combate Blindada. Todos os soldados foram tratados no local e levados para o hospital para tratamento adicional”, indicou a base militar, explicando que as autoridades receberam o alerta às 10h56 locais (15h56 em Lisboa) e que o atirador foi detido menos de uma hora depois, às 11h35.
O atirador foi identificado como Quornelius Radford, sargento de 28 anos que é natural de Jacksonville, na Florida. De acordo com a NBC News, juntou-se ao exército de 2018 e até ao momento, embora se mantivesse no ativo, não tinha participado em nenhuma missão. Uma fonte policial avançou à CNN que o suspeito foi detido em maio por conduzir sob influência do álcool.
Ainda não são conhecidas as motivações do suspeito, que levou uma arma pessoal para a base (terá sido com essa arma que alvejou os cinco soldados). “Teremos de determinar como é que ele conseguiu levar uma arma para o seu local de trabalho”, disse John Lubas, comandante da 3.ª Divisão de Infantaria do exército norte-americano na base de Fort Stewart.
A base militar esteve encerrada, mas todos os bloqueios foram entretanto levantados. “O incidente continua sob investigação e mais nenhuma informação será divulgada até que a investigação seja concluída.”
Na rede social X, Brian Kemp, governador da Geórgia, lamentou a “tragédia” e disse estar em contacto com as autoridades. “Mantemos as vítimas, as suas famílias e todos aqueles que respondem ao apelo para servir [o exército], nos nossos corações e orações”, escreveu, pedindo a todos os habitantes da Geórgia que “façam o mesmo”.
As we remain in close contact with law enforcement on the ground, Marty, the girls, and I are saddened by today’s tragedy at Ft. Stewart. We are keeping the victims, their families, and all those who answer the call to serve in our hearts and prayers, and we ask that Georgians…
— Governor Brian P. Kemp (@GovKemp) August 6, 2025
Pouco depois de o incidente ter sido noticiado, a secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que o Presidente norte-americano tinha sido informado e que a Casa Branca estava a acompanhar a situação. Horas depois, em declarações aos jornalistas, Donald Trump descreveu o tiroteio como uma “atrocidade” e garantiu que o atirador vai ser responsabilizado: “Vamos cuidar muito bem da pessoa que fez isto, uma pessoa horrível.”
“A nação inteira está a rezar pelas vítimas e pelas suas famílias. Esperemos que se recuperem totalmente”, disse o líder norte-americano.
The President has been briefed on the shooting at Fort Stewart in Georgia. The White House is monitoring the situation.
— Karoline Leavitt (@PressSec) August 6, 2025
Mais de 10 mil pessoas, entre soldados, familiares e funcionários civis do exército, vivem naquelas instalações, localizadas a cerca de 64 quilómetros a sudoeste da região de Savannah. A base militar de Fort Stewart é o maior posto do exército norte-americano a leste do rio Mississipi.
[Um jovem polícia é surpreendido ao terceiro dia de trabalho: a embaixada da Turquia está sob ataque terrorista. E a primeira vítima é ele. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o terceiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]