A nova biografia sobre o príncipe André, publicada na última semana, foi editada para retirar uma citação em que Jeffrey Epstein alega ter apresentado Melania a Donald Trump, avança o Telegraph. O texto terá sido publicado em 60 mil cópias de Entitled: The Rise and Fall of the House of York, escrito por Andrew Lownie. De acordo com o jornal britânico, a citação será apagada de edições impressas futuras e o e-book já foi atualizado.
No livro, Andrew Lownie escreve que um autor lhe contou que Epstein terá dito que foi ele quem apresentou Melania a Trump e publica uma citação em que o condenado por crimes sexuais dá detalhes íntimos sobre o casal Trump. Em entrevista ao Observador antes da publicação, o autor reconheceu: “[A citação] pode ser Epstein a gabar-se e a inventar coisas mas acho que não é provável. Isso foi para um documentário sério. Então, sim, Donald Trump não vai gostar disso.”
“Trump “está a processar qualquer pessoa que diga isso, mas eu não tenho dinheiro, então não estou muito preocupado”, disse ainda o historiador.
A decisão de corrigir o livro surgiu depois de Melania Trump ameaçar Hunter Biden com um processo de mil milhões de dólares por repercutir as mesmas alegações num programa de Andrew Callaghan no Chanel 5. Os advogados da primeira-dama escreveram ao filho do antigo Presidente norte-americano a acusá-lo de “difamação e alegações inflamatórias” contra Melania. Em resposta, Biden afirmou que não se vai desculpar e disse que Trump e Epstein “conheciam-se bem e passaram muito tempo juntos”.
Em julho Melania já tinha ameaçado o Daily Beast por repetir as afirmações, feitas anteriormente por Michael Wolff, jornalista que já escreveu quatro livros sobre Donald Trump e terá feito entrevistas a Epstein no passado. Na entrevista ao Daily Beast, Wolff afirmou que Melania era “muito envolvida” no ciclo social de Epstein. O jornal retirou, entretanto, as afirmações do artigo, e desculpou-se com a primeira-dama. “Depois da publicação do artigo o The Beast recebeu uma carta do advogado de Melania Trump a desafiar a manchete. Ao rever o assunto, decidimos apagar o artigo e pedir desculpas por qualquer confusão ou mal entendido”, diz uma nota do editor.
De acordo com o The I Paper a decisão de retirar as citações do livro não terá sido motivada por uma ameaça, mas sim pelo risco iminente de ter que se defender de uma potencial ação legal no futuro. A editora HarperCollins do Reino Unido confirma que “várias passagens foram removidas depois do autor ser consultado” e destaca que a edição está a ser publicada nos EUA pelo próprio Lownie.
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Melania e Donald Trump rejeitam a versão de Epstein
À Fox News Radio, Donald Trump disse que encorajou a mulher a processar aqueles que alegam que foi Epstein que a apresentou ao marido. “Jeffrey Epstein não tem nada a ver com a Melania, nem com a apresentação. Foi, na verdade outra pessoa, mas não foi Epstein”.
No seu livro de memórias de 2024, Melania escreve a sua versão sobre como conheceu Donald Trump, numa festa no Kit Kat Klub na Semana da Moda de Nova Iorque de 1998. “Vi minha amiga a acenar para alguém atrás de mim. Quando me virei, percebi-me de um homem e uma mulher loira e atraente a aproximarem-se. ‘Olá, sou Donald Trump’, disse o homem quando chegou à minha mesa. ‘Prazer em conhecê-la’. Reconheci o nome e sabia que era um homem de negócios ou celebridade, mas não sabia muito mais. Levantou a sua mão para me cumprimentar. ‘Olá’, respondi. ‘Sou a Melania'”. O casal repetiu a história em outras entrevistas, como em 2005 numa conversa com Larry King ou em 2016 num perfil para a Harper’s Bazaar.
A festa terá sido organizada por Paolo Zampolli, um agente de modelos conhecido em Nova Iorque na altura, que em 2019 afirmou a Allen Salkin e Aaron Short, os autores de um livro sobre Trump, que Epstein não estava sequer no evento em 1998. De acordo com o Page Six, dias depois Zampolli terá sido visto a dizer numa festa que “o mundo todo sabe que fui eu que apresentei Melania a Trump”.