Contra aquilo que classifica de “propaganda” do “Isaltinistão” do autarca Isaltino Morais, a IL quer eleger um vereador em Oeiras, o concelho onde reside a líder, que esta segunda-feira apontou o novo fórum municipal como exemplo de má gestão.
“É onde eu resido, é onde eu voto e é onde eu vou votar no Bruno Mourão Martins no próximo dia 12 de outubro, com a convicção de que vamos não só aumentar o número de eleitos, mas vamos eleger em todas as freguesias, vamos aumentar o número de eleitos na Assembleia Municipal e com grande convicção de que vamos conseguir eleger o primeiro vereador liberal em Oeiras“, afirmou aos jornalistas Mariana Leitão.
Em Oeiras, onde foi deputada municipal no passado, Mariana Leitão considerou que a IL é a “única alternativa do centro-direita a Isaltino Morais, que conseguiu de alguma forma anular os restantes partidos, nomeadamente o PSD”, que apoia o atual autarca.
Somos a única alternativa moderada, com soluções credíveis com propostas objetivas para melhorar a vida dos oeirenses e esse é um é o nosso caminho de mostrar às pessoas que há uma alternativa”, explicou a líder liberal.
Antes das declarações aos jornalistas, Mariana Leitão esteve com Bruno Mourão Martins a falar sobre as obras do Fórum do Município de Oeiras, para onde será transferida a Câmara Municipal, criticando os atrasos, a derrapagem orçamental e a falta de transparência do processo.
Este é o “castelo do Isaltinistão”, uma “política de propaganda” que é “boa para os restaurantes que promove, mas não serve as pessoas”, numa referência aos conteúdos das redes sociais do autarca, explicava Bruno Mourão Martins a Mariana Leitão, que concordava com as críticas.
Esta é “uma grande obra que Isaltino Morais decidiu construir e que, no fundo, acaba por ser mais uma forma de propaganda”, com um projeto “que tinha um determinado orçamento, rondava os 40 milhões, já derrapou e já vai em 60 milhões”, disse Mariana Leitão.
Além disso, o “prazo de execução também derrapou e provavelmente, em termos de custos, nem sequer temos a certeza de qual o custo final será”, acrescentou, admitindo que “há a possibilidade disto ainda derrapar mais e se calhar, chegar até aos 80 milhões“, sem”nenhum estudo do custo-benefício da construção desta obra”.
Este é um exemplo do que “tem caracterizado o mandato de Isaltino Morais: muita propaganda, muito dinheiro, gasto dos contribuintes em si mesmo, na sua gestão e não na melhoria de vida dos oeirenses”, explicou.
Para Bruno Mourão Martins, apesar da vitória quase garantida de Isaltino Morais, a campanha dos liberais é facilitada pelas circunstâncias no terreno. “Aquilo que assistimos em Oeiras muitas vezes é propaganda e é muito fácil desmontar essa propaganda e mostrar, quando vamos ao terreno, que falta rigor, falta profissionalismo e que há alternativas viáveis para uma nova forma de melhorar a vida dos oeirenses”, explicou o candidato.
“Parece difícil, dado ser Isaltino Morais, mas, na verdade, revela-se muito fácil, porque é muita propaganda”, explicou, salientando que a estratégia da campanha passa pelas redes digitais e cartazes, a comparar a gestão autárquica “versus a falta de rigor e a falta de profissionalismo”.
“Aliás, se acederem a isaltino.pt vão ver um reflexo dessa falta de rigor daquilo que é feito”, quando “vamos ao detalhe, quando vamos ao rigor, quando vamos ao profissionalismo, vemos que peca e que falta”, resumiu o candidato liberal.
Há dois mandatos que a IL tem um eleito municipal num concelho em que o movimento de cidadãos liderado por Isaltino Morais ganhou oito dos 11 lugares da vereação, dando um lugar a PS, PSD e BE. Desta vez, o PSD apoia o movimento Inovar Oeiras, do autarca.