O candidato da coligação Guarda com Ambição — PSD/CDS-PP/IL pediu esta sexta-feira aos eleitores a oportunidade para governar a autarquia de modo que “a Guarda saia a ganhar” nas eleições de dia 12.

“O resultado depende da vontade das pessoas. Nós acreditamos que a nossa proposta é a melhor solução para a Guarda e, por isso, acreditamos que a maioria dos votos venha a recair nesta grande coligação Guarda com Ambição”, disse esta sexta-feira João Prata à agência Lusa.

O social-democrata falava antes do jantar comício com Hugo Soares, secretário-geral do PSD, que também contou com a participação do coordenador da Juventude da Iniciativa Liberal, João Alves Ambrósio.

João Prata tem a tarefa de tentar recuperar uma autarquia perdida, em 2021, para Sérgio Costa, ex-dirigente da concelhia local que se desfiliou do PSD após ter sido preterido como candidato e acabou por avançar como independente.

Quatro anos volvidos, o candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL realçou que “se perdeu muito tempo e não há um projeto de desenvolvimento para a Guarda”.

“O que temos ouvido dos cidadãos e dos representantes das instituições sociais, associativas, culturais e escolares é a ânsia por terem um governo municipal mais estável, mais coeso e, fundamentalmente, mais propositivo e com vontade de fazer crescer e não com vontade de fazer dividir”.

Das suas propostas, o cabeça de lista, um histórico dirigente do PSD local que foi deputado da Assembleia da República em vários mandatos, destacou “a importância de procurar convergir com a sociedade, com os trabalhadores e os técnicos da Câmara, e são muitas centenas de funcionários, para se conseguir frutificar, fazer robustecer, um projeto de desenvolvimento”.

Revitalizar o centro histórico, construir um pavilhão de exposições de dimensão internacional e avançar com a CILOG, a Circular Logística da Guarda, são medidas prioritárias.

Esta última vai servir para evitar que os pesados de mercadorias que se dirijam ao futuro Porto Seco passem por “ruas e estradas onde residem muitas pessoas”.

“Precisamos, por isso, de uma entrada nascente na Guarda, a partir da zona do Outeiro de São Miguel, e essa é uma luta que vamos ter”, garantiu João Prata.

Outro objetivo é apostar na educação, cultura, investigação e conhecimento, tirando partido do “potencial que existe em todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário, passando pelo profissional e o politécnico”.

João Prata adiantou que pretende implementar um “pacto social” com as Juntas de Freguesia para que “o seu trabalho, em conjunto com as associações locais, passe, e muito, pela dimensão humana”.

Na área da economia propõe o InvestGuarda, um “programa-chapéu” para mobilizar a diáspora e os empresários da Guarda para atrair investidores e “conseguir-se aumentar e diversificar a nossa população”.

“Vamos criar um Conselho Estratégico, a figura dos embaixadores económicos junto da nossa diáspora, arranjar mecanismos de apoio e tornar os licenciamentos mais rápidos. Se for preciso ir buscar gente de fora da Guarda para pôr este projeto de pé, vamos a isso, porque há exemplos muito bons, e até próximos de nós”, afirmou.

Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa —, que se recandidata com a coligação ‘Pela Guarda’ — Nós, Cidadãos!/PPM —, com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores.

O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.

O PS elegeu apenas um vereador com 17,9% dos votos, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em eleições autárquicas na Guarda.

O Chega e o CDS-PP obtiveram 2,6% dos votos, enquanto o Bloco de Esquerda conseguiu 1,6% e a CDU não foi além dos 1,3%.