O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal está ainda a aguardar uma resposta oficial por parte do Estado de Israel ao protesto feito pela embaixadora portuguesa no país sobre as condições em que estão detidos os quatro ativistas portugueses que faziam parte da flotilha Global Sumud.
A informação foi avançada ao Observador por fonte do Ministério, que explicou ainda que, após o protesto da embaixadora Helena Paiva, as autoridades israelitas garantiram que “iriam resolver a situação”.
Até ao momento, não houve mais nenhuma resposta por parte de Telavive ao Ministério tutelado por Paulo Rangel.
A embaixadora portuguesa em Israel apresentou um “protesto imediato” formal na noite desta sexta-feira, na sequência de “várias queixas” que diz ter recebido por parte dos quatro portugueses detidos — entre os quais se encontra a deputada Mariana Mortágua.
“Não foram sujeitos a violência física, não obstante queixas várias – queixas estas que levaram a um protesto imediato por parte da embaixadora de Portugal em Israel”, confirmou à altura o Palácio das Necessidades.
Numa mensagem enviada à sua mãe esta sexta-feira, Mortágua escreveu que os detidos não recebiam “nem água nem comida há 48 horas”. Já a atriz Sofia Aparício, que faz parte do grupo de ativistas que seguiam na flotilha, confirmou a falta de água e disse que a única comida que lhe tinha sido oferecida foram “pimentos crus com iogurte”.