O cabeça de lista do PS à Câmara do Funchal, na Madeira, disse este domingo que, caso vença as eleições de dia 12, vai provar que é possível governar o município sem ceder à especulação imobiliária e aos interesses económicos.

“Nós consideramos ser necessário uma presidência que defenda e proteja os cidadãos que vivem na nossa cidade. Não podemos continuar a assistir à expulsão dos funchalenses da sua cidade, porque não conseguem arrendar uma casa ou comprar uma casa, e vivem em casa dos seus pais, em apartamentos sobrelotados, ou então têm de emigrar”, afirmou Rui Caetano.

O candidato socialista falava no âmbito de uma ação de campanha junto à igreja matriz de Santo António, uma das dez freguesias que compõem o concelho do Funchal, o mais populoso da Madeira, com 108.129 habitantes (dados oficiais referentes a 2024).

O Funchal é também o concelho do país com mais candidaturas à Câmara Municipal — 14. “Estamos a pedir, na verdade, muito abertamente e com humildade, o voto no Partido Socialista e em mim, para provar que é possível governar e gerir a cidade sem ceder à especulação imobiliária, aos interesses económicos”, salientou.

Rui Caetano explicou que a solução para a crise da habitação no Funchal passa por avançar com quatros projetos já elaborados para a construção de 170 fogos, que não foram executados pelo atual executivo camarário PSD/CDS-PP.

“Os projetos existem, os terrenos existem e o financiamento existia, 23 milhões de euros do Instituto Habitação e Reabilitação Urbana. Queremos tentar recuperar essas verbas que foram desperdiçadas”.

O candidato socialista adiantou que, caso vença as eleições, poderá também recorrer ao orçamento municipal e a empréstimos bancários para construir aquelas habitações “o mais rápido possível”, e, por outro lado, vai estimular as cooperativas de habitação através da cedência de terrenos.

Rui Caetano pretende ainda recorrer aos fundos do próximo quadro financeiro da União Europeia para investir em habitação.

O cabeça de lista do PS apontou também algumas propostas no âmbito da mobilidade e trânsito, nomeadamente a criação de bolsas de estacionamento nas zonas altas do concelho, como é o caso da freguesia de Santo António.

“É um problema muito grande que tem sido escondido”, disse, considerando que a solução passa, em parte, por “remover todos os carros abandonados” nas estradas do município, criando assim mais lugares de estacionamento.

O atual executivo da Câmara do Funchal é composto por seis vereadores da coligação PSD/CDS-PP, chefiado por Cristina Pedra, e cinco sem pelouro da coligação Confiança, liderada pelo PS.

Nestas eleições autárquicas, candidatam-se à Câmara do Funchal Paulo Azevedo (Nova Direita), Mónica Freitas (PAN), Marta Sofia (Livre), Luís Filipe Santos (Chega), Rui Caetano (PS), Miguel Pita (ADN), Fátima Aveiro (JPP), Raquel Coelho (PTP), Válter Rodrigues (MPT), Jorge Carvalho (coligação PSD/CDS-PP), Ricardo Lume (CDU — coligação PCP/PEV), Sara Jardim (IL), Liana Reis (RIR) e Dina Letra (BE).