O candidato da coligação Guarda com Ambição (PSD/CDS-PP/IL) à Câmara da Guarda disse esta quinta-feira esperar que os eleitores façam um balanço entre o que foi prometido e cumprido no mandato e equacionem “uma alteração de política autárquica”.
“O que está em jogo [nas eleições de domingo] é avaliarmos aquilo que foi prometido por quem ganhou as eleições há quatro anos e o que foi concretizado, bem como as equipas, os candidatos e os projetos apresentados”, afirmou João Prata à agência Lusa.
A candidatura liderada pelo social-democrata andou esta quinta-feira pelo parque industrial da cidade e pela plataforma logística, antes de prosseguir com as sessões de esclarecimento nas aldeias mais próximas da Guarda.
Quase no final da campanha autárquica, João Prata reiterou que “vale a pena apostar na mudança, numa alteração do paradigma de governação” na Guarda.
Na sua opinião, o mandato que está a terminar foi marcado “pelo conflito, pela queixinha e sempre na perspetiva da desunião, nunca na perspetiva da união de esforços”.
“É esse paradigma, esse modelo de governação, que me proponho alterar. Além disso, nós fomos disruptivos e, claramente, a única equipa que apresentou projetos estruturantes e que podem mudar a face da Guarda”.
João Prata adiantou que tem “compromissos muito sérios e dignificantes para procurar fixar pessoas, atrair atividade económica, chamar a sociedade civil a construir e para que possamos ter uma sociedade mais livre e muito mais comprometida com o desenvolvimento”.
Em contraponto, o candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL constatou que “todos os projetos apresentados há quatro anos estão outra vez, aí na rua, nos mesmos placards, apenas com alterações de cosmética. Mas o que foi prometido continua por cumprir”.
João Prata escusou-se a antecipar o desfecho da noite eleitoral de domingo, afirmando apenas que vai procurar “lograr e obter o melhor resultado possível para a Guarda, e o melhor resultado é obter os votos suficientes para poder ser eleito presidente da Câmara”.
Para tal, recordou que tem “experiência autárquica, política, associativa e cívica, e também de governação em maioria relativa [na Junta de Freguesia da Guarda], em que foi procurado sempre conciliar todos para que o poder autárquico não seja um obstáculo ao desenvolvimento”.
“O que não aconteceu neste mandato, em que tivemos uma governação assente apenas num grupo de pessoas que querem tornar-se donos da Guarda e que apenas se preocuparam em governar para este ato eleitoral”, acusou.
Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa –, que se recandidata com a coligação Pela Guarda — Nós, Cidadãos!/PPM –, com 36,2% dos votos e que elegeu três vereadores.
O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.
O PS elegeu apenas um vereador com 17,9% dos votos, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em eleições autárquicas na Guarda.
O Chega e o CDS-PP obtiveram 2,6% dos votos, enquanto o Bloco de Esquerda conseguiu 1,6% e a CDU não foi além dos 1,3%.