Mais de dois anos depois, o fim da guerra na Faixa de Gaza parece finalmente ter um fim à vista e o entusiasmo tem sido manifestado nas ruas de Israel e Palestina. O anuncio foi feito pelo Presidente dos Estados Unidos da América, através de uma publicação na Truth Social. “É um grande dia para o mundo. É um dia maravilhoso”, reagiu Donald Trump.

Em poucas horas, muitas pessoas dirigiram-se para a Praça dos Reféns, um ponto central de Telavive, para celebrar o regresso iminente dos familiares e amigos que foram raptados pelo Hamas a 7 de outubro e que permaneceram desde então em cativeiro.

Grandes multidões reuniram-se também junto ao Hospital Nasser, em Khan Younis, onde aplaudiram e gritaram, exaltando os “momentos históricos” que se vivem no Médio Oriente com o possível fim de uma guerra que já deixou um enorme rasto de destruição.

Em Gaza, onde mais de dois milhões de pessoas foram desalojadas desde o início do conflito, muitos grupos de jovens foram para a rua cantar e aplaudir, como mostram imagens divulgadas nas redes sociais.

“Obrigado Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e as mortes. Eu não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está contente, todo o povo árabe, todo o mundo está contente com o cessar-fogo”, disse um palestiniano em Khan Younis, citado pela Reuters.

Imagens partilhadas nas redes sociais também mostram um jornalista que, já que há zonas de Gaza sem eletricidade, opta por ir a pé anunciar aos moradores que foi alcançado finalmente um acordo de paz. Apesar de o acordo estar perto de ser formalizado,  há palestinianos a denunciar mais ataques de Israel em diferentes cidades de Gaza.

Na Praça dos Reféns, em Telavive, Einav Zaugauker, mãe de um dos últimos reféns ainda em Gaza, comemorou: “Eu não consigo respirar, eu não consigo respirar. Não consigo explicar… é uma loucura. O que lhe vou dizer? O que faço? Abraçá-lo e beijá-lo. Vou dizer-lhe que o amo”.

Nessa praça, além da emoção, das garrafas de champanhe abertas e das bandeiras israelitas, vêm-se muitas referências aos EUA, desde bandeiras norte-americanas a uma pessoa com máscara de Donald Trump.