O Chega ficou três votos à frente da CDU nas eleições autárquicas em Lisboa após a assembleia de apuramento geral terminar a contagem final na sexta-feira. A informação foi confirmada ao Observador por Bruno Mascarenhas, o primeiro vereador eleito pelo partido de André Ventura. O resultado já é público, afixado num edital no Palácio Galveias, em Lisboa.
Na prática, fica tudo na mesma em relação à noite eleitoral. O Chega elegeu dois vereadores e a CDU um.
No domingo passado, a lista encabeçada por João Ferreira tinha ficado 11 votos atrás do Chega e, dessa forma, perdeu para esse partido o segundo assento que tinha no executivo municipal.
Esta sexta-feira, já se sabia que a CDU tinha tido mais seis votos do que o Chega entre os 60 votos para a eleição da Câmara de Lisboa que tinham ficado por contar na noite eleitoral na freguesia de São Domingos de Benfica, devido à ausência do quadrado de voto na candidatura do Chega à assembleia desta freguesia. Estes boletins de votos, com um erro de impressão, eram dos eleitores que tinham votado antecipadamente naquela localidade.
Bruno Mascarenhas, candidato do Chega à presidência da Câmara de Lisboa e vereador eleito, acusou esta semana a CDU de “tentar vencer na secretaria” e de ter levado pessoas para a assembleia de apuramento geral “para pressionar e tentar obter uma vantagem que possa alterar aquilo que foi o voto popular”. Paulo Raimundo respondeu a estas acusações, dizendo que o autarca do Chega queria apenas “criar instabilidade”.
O secretário-geral do PCP afirmou nessa altura que o partido decidiria se pedia uma recontagem total dos votos quando acabasse a assembleia de apuramento geral. “As recontagens não são feitas a pedido, tem de haver algum fundamento. A proximidade dos resultados, por si só, não é suficiente”, defenderam os comunistas num comunicado.
O Observador questionou a CDU sobre se já decidiu se pedirá, ou não, a recontagem, mas não obteve resposta.