Donald Trump perdoou Changpeng Zhao, co-fundador da Binance (a maior corretora de criptomoedas do mundo), apesar de este se ter declarado culpado de um crime à luz das leis sobre lavagem de dinheiro em 2023. Segundo o Wall Street Journal, que noticiou este perdão, a decisão acontece depois de um esforço de meses de Zhao em promover e valorizar a empresa de criptomoedas da família Trump.

Um comunicado da Casa Branca citado pela CNN confirma que o Presidente norte-americano “exerceu a sua autoridade constitucional” perdoando Zhao, condenado durante o consulado de Biden no contexto da sua “guerra às criptomoedas“.

A administração Trump argumenta também que a condenação — quatro meses de prisão em maio de 2024 e um acordo que envolveu outros aspetos, como sair do cargo de CEO da empresa — foi demasiado dura, significando este perdão que a Binance poderá ter a hipótese de voltar a operar nos Estados Unidos.

Zhao já reagiu na X, dizendo-se “profundamente grato” pelo perdão e por Trump “defender o compromisso da América com a justiça e inovação”. “Vou fazer tudo para ajudar a fazer da América a capital das cripto”.

A acusação tinha a ver, na altura, com as falhas do programa anti-lavagem de dinheiro que Zhao deveria ter implementado na sua empresa, com ter-se envolvido em “atividades anti-lavagem de dinheiro” ou feito trocas comerciais não licenciadas, tendo o co-fundador declarado ser culpado e deixado o cargo de CEO.

Concordou também em pagar 200 milhões de dólares (172 milhões de euros) em multas, tendo pagando depois 3,7 milhares de milhões de euros para chegar a acordo com o governo em 2023. “Eu cometi erros e devo aceitar a responsabilidade”, disse, citado pela BBC.

Na altura, a administração Biden disse que os “erros deliberados” de Zhao “permitiram que o dinheiro chegasse a terroristas, cibercriminosos e abusadores de crianças através da sua plataforma”.

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