Acompanhe o nosso liveblog sobre o conflito no Médio Oriente
O Presidente libanês pediu esta quinta-feira ao exército que “se oponha a qualquer incursão israelita“, após os soldados israelitas terem invadido a cidade de Blida, no sul do Líbano, durante a madrugada, entrando num prédio da Câmara Municipal e matando um funcionário da autarquia.
De acordo com a Al Jazeera, Joseph Aoun condenou, em comunicado, a operação israelita e “pediu ao exército que enfrente todas as incursões israelitas (…) para defender o território libanês e a segurança dos cidadãos”.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) confirmaram, entretanto, que visaram infraestruturas pertencentes ao Hezbollah, apoiado pelo Irão. Os soldados terão identificado um suspeito num dos prédios e iniciaram um “procedimento de detenção do suspeito“. “Assim que uma ameaça imediata aos soldados foi identificada, os militares abriram fogo e removeram a ameaça. Foi identificado um atingido”, pode ler-se no comunicado das IDF, citado pelo Times of Israel.
Horas depois de ter matado um funcionário público, Israel lançou mais uma onda de bombardeamentos contra alegados membros do Hezbollah no sul do Líbano, atingindo as zonas de Mahmudiya e Al-Jarmaq, no sul do país, onde foram registadas pelo menos duas vagas de ataques num intervalo inferior a 20 minutos, relatou a agência de notícias libanesa NNA.
Breaking | Israeli occupation warplanes launched airstrikes on the areas of Al-Jarmaq and Al-Mahmoudiyah in southern Lebanon. pic.twitter.com/ewTXZaSDuB
— Quds News Network (@QudsNen) October 30, 2025
Hezbollah saúda ordem do Presidente libanês para enfrentar incursões israelitas
O grupo armado libanês condenou a incursão israelita noturna na localidade de Blida, classificando o ataque como uma “violação da soberania do Líbano e do direito internacional“.
“O Hezbollah condena veementemente este novo crime israelita, que ocorreu logo após a visita da enviada norte-americana ao Líbano”, lê-se na nota, citada pela Al Jazeera. Durante a visita, realizada na quarta-feira, Morgan Ortagus pressionou o Governo libanês a desarmar completamente o Hezbollah até ao final deste ano.
O grupo argumentou, ainda, que Israel realiza todos os seus ataques em coordenação com os Estados Unidos e que esta ofensiva faz parte de uma estratégia conjunta para pressionar o Governo libanês a aceitar as exigências de Washington.