O ator Carloto Cotta, que foi julgado no Tribunal de Sintra por nove crimes incluindo violação e sequestro, vai conhecer a sentença no dia 17 de novembro. Na sessão desta quinta-feira, foram ouvidas as restantes testemunhas e proferidas as alegações finais. O julgamento chega ao fim após quatro sessões, todas à porta fechada.
Cotta foi acusado pelo Ministério Público de nove crimes: um de importunação sexual, um de coação sexual, um de violação, um de sequestro na forma agravada, dois crimes de ameaça agravada, um de coação agravada, um de ofensa à integridade física simples e um de injúria.
Em causa, está o caso de uma mulher que denunciou o ator por crimes alegadamente cometidos em maio de 2023 e que terão ocorrido na casa que este detém em Colares. Ao Observador, Cristina Borges de Pinho, advogada da queixosa, afirmou que “a decisão não será uma surpresa”.
Já Carloto Cotta é representado pelo advogado Rui Patrício. “Por respeito ao tribunal, a quem compete ajuizar e decidir, evidentemente que não manifesto expectativas, apenas posso dizer que tenho exatamente a mesma tranquilidade pessoal agora que tinha quando o julgamento começou, bem como a mesma convicção enquanto advogado de defesa do Carloto”, afirmou ao Observador.
O ator de 41 anos foi acusado pelo Ministério Público no final de janeiro deste ano e, um dia antes do início do julgamento, a defesa de Carloto Cotta anunciou ter avançado com uma denúncia criminal e queixa-crime por falso testemunho contra a queixosa, e contra os desconhecidos responsáveis por duas denúncias de agressões verbais e violação recebidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
As denúncias e a queixa por difamação suscitaram a abertura de inquérito por parte da PGR.
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