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Governo aposta em campanha com João Neves para combater grande abstenção em Presidenciais no estrangeiro

Este artigo tem mais de 6 meses

Internacional português e namorada protagonizam vídeo de sensibilização para o voto dos eleitores portugueses no estrangeiro. Governo quer combater elevada taxa de abstenção nas presidenciais lá fora.

Nas últimas presidenciais, apenas cerca de 29 mil votantes, de um total de mais de um milhão e meio de eleitores inscritos no estrangeiro votaram
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▲Nas últimas presidenciais, apenas cerca de 29 mil votantes, de um total de mais de um milhão e meio de eleitores inscritos no estrangeiro votaram

▲Nas últimas presidenciais, apenas cerca de 29 mil votantes, de um total de mais de um milhão e meio de eleitores inscritos no estrangeiro votaram

É a primeira vez que João Neves, o futebolista de 21 anos contratado pelo Paris Saint-Germain, vai votar numas eleições presidenciais. E é enquanto português a viver lá fora que dá a cara pela nova campanha de sensibilização do Governo, para que os eleitores que não moram no país ou estão deslocados verifiquem onde estão recenseados e onde devem votar.

“Se como o João Neves vive no estrangeiro, confirme o seu local de voto em www.recenseamento.pt. Se não está recenseado e pretende votar num posto consular na sua área de residência, inscreva-se até ao dia 18 de novembro”, informa-se nas redes sociais do Governo.

No vídeo, protagonizado por João Neves e pela namorada, a atriz Madalena Aragão, os dois, em Paris, tentam perceber onde e como o internacional português pode votar. Depois de consultarem os cadernos eleitorais online, deslocam-se ao Consulado português na capital francesa para que o jogador se inscreva para votar a 18 de janeiro de 2026.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) já tinha anunciado enquanto prioritária uma campanha pública de esclarecimento, pela qual poderia pagar até 450 mil euros, sobre as próximas presidenciais para combater a elevada abstenção no estrangeiro entre as comunidades portuguesas.

Nas eleições presidenciais de janeiro de 2021, em que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito, a taxa de abstenção no estrangeiro atingiu os 98,12%. Apenas cerca de 29 mil votantes, de um total de mais de um milhão e meio de eleitores inscritos no estrangeiro, votaram para eleger a primeira figura do Estado.

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