Estatuetas de marfim, peças de história natural, joias e objetivos militares estão entre as mais de 600 peças de “significativo valor cultural” que desapareceram do arquivo do Império Britânico e da Commonwealth do Museu de Bristol, situado no sudoeste de Inglaterra. As autoridades, que acreditam que o assalto ocorreu nas primeiras horas da madrugada de 25 de setembro, divulgaram, esta quinta-feira, as imagens de quatro homens com quem deseja falar sobre o crime.

Segundo a BBC, os quatro homens, captados por imagens de videovigilância, entram num edifício na zona das docas da cidade, junto de onde estão instalados os arquivos de Bristol. Na rede social X, a polícia deixou um apelo, sem, no entanto, explicar porque o faz apenas mais de dois meses após o roubo.

Citado pela BBC, Dan Burgan, responsável pela polícia local, afirmou que o roubo de “muitos artigos com um valor cultural significativo” representa “uma perda significativa para a cidade” e pede ajuda aos cidadãos para “levar os responsáveis à justiça”.

Sendo sobretudo provenientes de doações, as peças compunham a coleção que o museu diz documentar as “ligações entre a Grã-Bretanha e os países do Império Britânico desde o final do século XIX até aos tempos recentes”. Os milhares de pertences domésticos, lembranças, fotografias e documentos são fragmentos da vida dos britânicos que viveram e trabalharam nas colónias do maior império da história.

*Notícia editada por Cátia Andrea Costa