Ghislaine Maxwell, a ex-namorada e cúmplice de longa data de Jeffrey Epstein, pediu esta quarta-feira a um tribunal federal de Nova Iorque para que se anule ou altere a sua condenação e pena de 20 anos de prisão por crimes como trágico sexual de menores alegando que “surgiram novas provas substanciais” que demonstram que Maxwell não teve um julgamento justo, avançou a ABC News.
“Estas novas provas disponíveis — derivadas de litígios contra o FBI, várias instituições financeiras e o espólio de Jeffrey Epstein, bem como de depoimentos sob juramento, registos divulgados e outras fontes verificadas — mostram que foram ocultadas informações exculpatórias, apresentados testemunhos falsos e deturpados factos relevantes perante o júri e o tribunal”, escreveu a ex-namorada de Epstein numa petição de habeas corpus, que apresentou pro se, ou seja, sem recurso a advogado. No início do mês, a CNN já havia noticiado que Maxwell ia voltar a pedir a sua libertação, menos de dois meses depois de o Supremo Tribunal dos EUA ter rejeitado o último recurso disponível e tornado definitiva a sua pena.
O pedido de Maxwell surge uma semana depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já poder libertar os documentos, até agora não revelados, da investigação feita à cúmplice de Epstein. A decisão do juiz Paul A. Engelmayer, de Manhattan, Nova Iorque, surgiu na sequência da lei que o congresso norte-americano aprovou e que determinava a divulgação de todos os documentos do caso Epstein. O Departamento de Justiça tema gora até sexta-feira para divulgar publicamente os arquivos de investigação sobre Epstein e Maxwell.
A ex-namorada do magnata e criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, encontra-se presa numa prisão de segurança mínima no estado do Texas.