O Departamento de Justiça norte-americano (DOJ) descobriu mais de um milhão de novos documentos que podem estar relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual que morreu na prisão em 2019. Os ficheiros foram fornecidos pelo tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque e pelo FBI, informou o DOJ numa publicação no X esta quarta-feira.
Na mesma publicação, o departamento garante que pretende publicá-los ao longo das próximas semanas. A espera para a divulgação deve-se à necessidade de cobrir referências que possam identificar possíveis vítimas de Epstein e Ghislaine Maxwell, cúmplice de longa data que cumpre uma pena de 20 anos de prisão por crimes sexuais.
“O Departamento de Justiça recebeu esses documentos do Distrito Sul de Nova York e do FBI para analisá-los e liberá-los, em conformidade com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, as leis vigentes e as ordens judiciais. Nossos advogados estão a trabalhar ininterruptamente para rever e fazer as redações legalmente exigidas para proteger as vítimas, e libertar os documentos assim que possível. Devido ao grande volume de material, o processo pode levar algumas semanas. O Departamento continuará a cumprir integralmente a lei federal e a determinação do Presidente Trump para liberar os arquivos”, consta na publicação.
O prazo para a divulgação de todo o material já expirou na passada sexta-feira, quando o Departamento de Justiça norte-americano publicou milhares de ficheiros. Contudo, os documentos continuaram a ser publicados ao longo do sábado e da passada terça-feira, incluindo fotografias em que aparecem figuras como Bill Clinton, André Windsor-Mountbatten e Michael Jackson. Os arquivos recentemente divulgados também revelam que Donald Trump voou pelo menos oito vezes em jatos privados de Jeffrey Epstein — uma delas na companhia de uma jovem de 20 anos.
Epstein foi condenado em 2008 por prostituição de uma menor na Flórida após um acordo controverso com o Governo federal e aguardava um novo julgamento por acusações federais de tráfico sexual com uma possível pena de até 45 anos de prisão, quando se suicidou a 10 de agosto de 2019 numa prisão de Nova Iorque.