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María Corina Machado agradece firmeza de Trump

Este artigo tem mais de 6 meses

Prémio Nobel da Paz deste ano assegura que o país será aliado dos Estados Unidos nas áreas da segurança, da energia, da democracia e dos direitos humanos e garante que a liberdade está próxima.

epa12584557 Nobel Peace Prize laureate Maria Corina Machado (L) speaks during a press conference with Norway's Prime Minister Jonas Gahr Store (not pictured) at the government's representative facilities in Oslo, Norway, 11 December 2025. She received the Nobel Peace Prize 2025 for her tireless work promoting democratic rights for the people of Venezuela and for her struggle to achieve a just and peaceful transition from dictatorship to democracy. Due to the situation in Venezuela, she was unable to attend the award ceremony.  EPA/STIAN LYSBERG SOLUM  NORWAY OUT
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▲Dirigente da oposição diz que a captura de Maduro constitui "um enorme passo que marca a inevitabilidade e a iminência da transição" da Venezuela

STIAN LYSBERG SOLUM/EPA

▲Dirigente da oposição diz que a captura de Maduro constitui "um enorme passo que marca a inevitabilidade e a iminência da transição" da Venezuela

STIAN LYSBERG SOLUM/EPA

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, agradeceu, esta segunda-feira, aos Estados Unidos a “firmeza e determinação no cumprimento da lei”, depois do Presidente, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, terem sido retirados do país.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Corina Machado, prémio Nobel da Paz deste ano, assegurou que o país sul-americano será “o principal aliado” de Washington nas áreas da segurança, da energia, da democracia e dos direitos humanos, e afirmou que “a liberdade” na Venezuela “está próxima”.

A mensagem surgiu dois dias depois de Maduro e a mulher terem sido capturados pelos Estados Unidos, no âmbito de ataques militares ordenados por Trump em vários pontos de Caracas e em três estados vizinhos, com o Presidente venezuelano a estar já a prestar declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às alegadas acusações de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de droga.

A dirigente da oposição considerou que a captura Maduro constitui “um enorme passo que marca a inevitabilidade e a iminência da transição” no país latino-americano.

Machado saudou o “bravo povo da Venezuela”, que saiu à rua “em 30 países e 130 cidades do mundo” para celebrar o afastamento de Maduro do poder.

“A liberdade da Venezuela está próxima e em breve vamos celebrar na nossa terra. Vamos gritar, rezar e abraçar-nos em família, porque os nossos filhos vão regressar a casa”, escreveu na rede social X.

No sábado, horas depois da operação militar na Venezuela, Trump ter afirmado que os Estados Unidos vão dirigir o país “para que a transição seja possível”, tendo também manifestado sérias dúvidas em relação a Corina Machado, por considerar que não dispõe de apoio suficiente entre a população venezuelana.

Entretanto, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu, de acordo com a Constituição venezuelana, as funções presidenciais e convidou os EUA “a trabalhar conjuntamente numa agenda de cooperação”.

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