Depois de uma manhã e início da tarde em contra-relógio a parar em vários pontos, no distrito de Braga, em busca de mais um voto, chegou alento do Porto. Jorge Pinto abriu a porta ao voto em António José Seguro e o socialista tomou “boa nota” disso. “Todos os votos que chegarem até às 19 horas do próximo domingo vêm a tempo. Aqueles que vêm depois é que já não vêm a tempo”, acrescentou ainda.

A notícia chegou quando Seguro visitava o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão. Até chegou a pedir um tempo, para se informar primeiro junto da equipa e acabou com um telemóvel na mão a ler a notícia que era fresca.

Mas antes disso, na paragem que tinha acabado de fazer, na sede de campanha da cidade, tinha já preparado o terreno — afinal já tinha alguma informação sobre o que aí vinha — ao dizer que “há votos em candidatos que não vão servir para eles passarem à segunda volta”, pois têm “2%, 3% nas sondagens”: “Esses votos podem fazer falta para que a nossa candidatura passe à segunda volta.”

Quando o rumor que já corria se confirmou, o candidato apoiado pelo PS apertou o apelo à concentração de votos em si. Considerou mesmo “um desperdício muito grande votar noutras candidaturas que não podem passar à segunda volta”.

Nessas declarações aos jornalistas colocou-se ainda, mais uma vez, como “o único candidato moderado, o único candidato do centro-esquerda, o único candidato que é fiel e leal à Constituição da República Portuguesa e que pode passar à segunda volta”.

Garantiu não ter falado com “nenhum candidato” sobre a possibilidade de desistência, dizendo que o único apelo que faz é aos eleitores. Olhou para “todas as manifestações” de apoio à sua candidatura “como manifestações de confiança na minha candidatura” e no seu “exercício como Presidente da República”.