Michael Carrick entrou com estrondo. Depois de superar Ole Gunnar Solskjaer na corrida para substituir Darren Fletcher e Ruben Amorim e tornar-se o interino do Manchester United até ao final da temporada, o antigo médio venceu o Manchester City no dérbi da cidade e fez mais do que isso — guiou a equipa até uma exibição consistente, dominadora e que se coaduna com os valores que imperam em Old Trafford. E isso valeu-lhe todos os elogios.
Desde logo, algo raro: elogios vindos de dentro do próprio balneário. Lisandro Martínez, que nas últimas semanas até se envolveu numa troca de palavras pouco bonita com Paul Scholes depois de ter sido criticado pelo antigo internacional inglês, aproveitou uma entrevista para garantir que ficou impressionado com o impacto que a equipa técnica de Michael Carrick conseguiu ter nos parcos três dias de trabalho que teve antes da receção ao Manchester City.
“É uma pessoa diferente, tão diferente. Sabe o que este clube realmente significa, ganhou tudo. É uma grande lenda que quer ajudar o clube. Estávamos numa situação difícil e aquele jogo foi o melhor momento para mudar isso. Quando se tem um treinador como Michael Carrick, que realmente sabe, que pode de facto partilhar contigo a energia do clube e o que isso significa, é muito diferente. Merecemos ganhar, demos tudo, e quando se dá tudo e se vê o resultado é uma sensação incrível”, defendeu o central argentino, numa semana em que os red devils também anunciaram que Casemiro vai mesmo sair no fim da temporada.
E este domingo, uma semana depois dessa vitória motivadora, o Manchester United voltava a ter um verdadeiro desafio: uma visita ao Arsenal em Londres para defrontar o líder da Premier League que procurava manter a distância para o City e o Aston Villa. No Emirates, Carrick mantinha o ataque móvel com Mbeumo apoiado por Patrick Dorgu, Bruno Fernandes e Amad Diallo, deixando Benjamin Sesko e Matheus Cunha no banco. Já Mikel Arteta, que vinha de uma vitória contra o Inter Milão na Liga dos Campeões, mas também de um empate com o Nottingham Forest na última jornada do Campeonato, surpreendia ao retirar Gyökeres do onze inicial e lançava Gabriel Jesus como referência ofensiva, com Saka e Trossard nos corredores.
Às 3️⃣ pancadas o Arsenal lá chega ao golo
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Numa primeira parte disputada a um ritmo alto e com a rivalidade histórica do costume, o Arsenal começou melhor e dominou durante os 20 minutos iniciais, empurrando o Manchester United para o último terço e deixando bem claro que os red devils pretendiam atacar essencialmente através da transição rápida e do futebol direto, abdicando de lances mais desenhados ou coletivos. Ainda assim, escasseavam oportunidades — e a verdade é que os gunners só ficaram perto de marcar num cabeceamento de Zubimendi que Senne Lammens defendeu (18′).
Perto da meia-hora, porém, o golo apareceu mesmo. Num momento de insistência, Saka colocou em Odegaard na grande área, o médio tentou o remate e Lisandro Martínez, numa tentativa de impedir o desvio de Timber, acabou por acertar na própria baliza (29′). Os red devils reagiram, principalmente através de Bruno Fernandes, e conseguiram mesmo empatar ainda durante a primeira parte, com Mbeumo a concretizar na cara de David Raya depois de um erro colossal de Zubimendi (37′). Ao intervalo, em Londres, Arsenal e Manchester United estavam empatados.
Mbuemo foi pirata e ficou com o ouro ????☠️
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Dorgu não pediu licença a ninguém ????
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Nenhum dos treinadores fez alterações no início da segunda parte e o Manchester United só precisou de alguns minutos para carimbar a reviravolta: Patrick Dorgu combinou muito bem com Bruno Fernandes no corredor central, enquadrou-se com a baliza e atirou um grande remate de fora de área para bater David Raya (51′). O dinamarquês ficou perto de bisar logo a seguir, com um pontapé que passou por cima (53′), e o Arsenal parecia nem sequer ter regressado do balneário.
Mikel Arteta mexeu ainda antes da hora de jogo, lançou Ben White, Mikel Merino, Eze e Gyökeres de uma vez e os gunners instalaram-se nos últimos 30 metros do meio-campo contrário, ainda que com poucas ideias e sem grande capacidade para chegar perto da baliza de Senne Lammens. Michael Carrick fez a primeira substituição a pouco mais de 20 minutos do fim, trocando Mbeumo por Matheus Cunha, Arteta apostou na velocidade de Madueke e o empate apareceu já dentro dos últimos dez minutos, com Merino a desviar para a baliza depois de uma enorme confusão na sequência de um canto (84′).
O destino, porém, parecia estar traçado. Enquanto os gunners forçavam o terceiro golo, o terceiro golo surgiu mesmo mas para os red devils: num lance muito veloz entre Bruno Fernandes e Kobbie Mainoo, Matheus Cunha soltou-se e atirou de fora de área para bater novamente David Raya e sentenciar o jogo (87′). Uma semana depois da vitória no dérbi contra o Manchester City, o Manchester United bateu o Arsenal em Londres quase dez anos depois e impôs a primeira derrota da temporada da equipa de Mikel Arteta a jogar em casa na Premier League, com Michael Carrick a confirmar cada vez mais que é mesmo o homem certo para a tarefa.
Cantos do Arsenal… ????ℎ???????? ?????????????????
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A classe brutal do Matheus Cunha ????
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