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A Rússia confirmou esta segunda-feira que a segunda ronda trilateral de negociações sobre a Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, vai decorrer a partir de quarta-feira em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
“Efetivamente, na quarta e na quinta-feira, terá lugar a segunda ronda em Abu Dhabi“, afirmou o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, durante a conferência de imprensa telefónica diária, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha anunciado no domingo que os próximos contactos trilaterais se iriam realizar nos dias 4 e 5 de fevereiro.
Peskov disse que uma reunião entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos que estava prevista para domingo, 1 de fevereiro, foi adiada devido à necessidade de as partes “coordenarem as agendas”.
O adiamento ocorreu após ter sido divulgado que o principal negociador norte-americano, Steve Witkoff, não viajaria para os Emirados na data prevista.
Peskov confirmou ainda que o emissário do Kremlin, Kiril Dmitriev, se reuniu durante o fim de semana com representantes dos Estados Unidos na Florida, mas ressalvou que as conversações se centraram em questões económicas.
Zelensky disse no domingo que a Ucrânia estava “pronta para uma discussão substancial” com a Rússia nas conversações sob mediação dos Estados Unidos.
Our negotiating team has just delivered a report. The dates for the next trilateral meetings have been set – February 4 and 5 in Abu Dhabi. Ukraine is ready for a substantive discussion, and we are interested in ensuring that the outcome brings us closer to a real and dignified…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 1, 2026
“E estamos interessados em garantir que o resultado nos aproxima de um fim real e digno da guerra”, escreveu Zelensky nas redes sociais, referindo-se ao conflito iniciado há quase quatro anos pela Rússia.
Segundo as três partes envolvidas, a primeira ronda de conversações foi construtiva, embora os principais obstáculos continuassem a ser a questão territorial e o controlo da central nuclear de Zaporijia.
Neste contexto, Zelensky disse que a única forma de ultrapassar o impasse era através de um encontro direto com o chefe do Kremlin, Vladimir Putin.
Contudo, o líder russo insiste em receber o homólogo ucraniano em Moscovo, proposta que Zelensky recusa.