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Militante nacionalista francês "entre a vida e a morte" em Lyon após agressões à margem de conferência de Rima Hassan

Este artigo tem mais de 6 meses

Episódio de violência ocorreu à margem de conferência de Rima Hassan. Eurodeputada francesa já se mostrou "horrorizada" com as agressões e defende investigação rigorosa.

epa12361067 French-Palestinian activist Rima Hassan participates in a demonstration of support for the Global Sumud Flotilla, which will arrive in the port of Sidi Bou Said, Tunisia, 07 September  2025. The Global Sumud Flotilla will depart from Tunis to Gaza on 10 September as part of a humanitarian effort. The Global Sumud flotilla is an international maritime initiative, launched and led by non-governmental organizations and aim to break the Israeli blockade of the Gaza Strip and deliver vital aid.  EPA/MOHAMED MESSARA 95525
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▲Rima Hassan é uma eurodeputada francesa de origem palestiniana e pertence ao partido França Insubmissa

MOHAMED MESSARA/EPA

▲Rima Hassan é uma eurodeputada francesa de origem palestiniana e pertence ao partido França Insubmissa

MOHAMED MESSARA/EPA

Um militante nacionalista francês está “entre a vida e a morte”, depois de ter alegadamente sido agredido à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan, membro do partido França Insubmissa e de origem palestiniana, na noite de quinta-feira, em Lyon.

O jornal Fígaro cita o coletivo feminista de extrema-direita Némésis, que relatou que o militante de 23 anos foi espancado por ‘antifas’ — elementos antifascistas radicais de extrema-esquerda —, tendo sofrido uma hemorragia cerebral. O risco de vida foi confirmado à imprensa francesa pela família do jovem, enquanto o Ministério Público de Lyon admitiu que o estado clínico é grave.

A conferência de Rima Hassan teve lugar no Instituto de Estudos Políticos (IEP) de Lyon, local ao qual acorreram várias militantes do coletivo Némesis para exibir uma faixa de protesto contra a presença da eurodeputada. “Islamo-esquerdistas fora das nossas faculdades“, lia-se na tarja. Alice Cordier, diretora do Némésis, explicou ao jornal gaulês o contexto que precedeu as agressões.

“Foi uma ação organizada pela nossa filial de Lyon, cinco ou seis raparigas estavam presentes e homens voluntários posicionaram-se um pouco mais longe, prontos para intervir e garantir a ordem se as militantes fossem atacadas”, referiu.

Fonte policial citada no artigo indica que se registaram confrontos envolvendo perto de 50 pessoas, mas que acabaram por não condicionar a conferência de Rima Hassan no interior da instituição. Nesse período inicial, uma jovem de 19 anos do coletivo terá sido “arrastada pelo chão e estrangulada”. Posteriormente, o jovem de 23 anos, identificado como Quentin, que estaria a garantir a segurança das militantes do Némésis nas imediações, acabou também por ser agredido com um outro amigo quando deixavam o local.

Numa rua mais afastada, Quentin terá sido atirado ao chão e pontapeado, tendo sofrido lesões na cabeça. O amigo, que sofreu menos ferimentos, ajudou-o a erguer-se e tentaram regressar a casa, até que Quentin ficou inconsciente e teve de ser levado de urgência para o hospital.

“Levou uma forte pancada na cabeça; quando se levantou, tinha uma espécie de bolsa de sangue na cabeça. Os bombeiros tentaram reanimá-lo. Ele encontra-se agora em estado de morte cerebral”, frisou Alice Cordier.

Por sua vez o Ministério Público de Lyon adiantou, segundo a BFMTV, que “foi imediatamente aberta uma investigação (…) por violência agravada” e que tentará apurar-se “o contexto e as circunstâncias destes factos”.

Entretanto, Rima Hassan já veio manifestar através das redes sociais o seu repúdio pelo episódio de violência registado no exterior do local onde realizou uma conferência e defendeu uma investigação profunda aos “factos extremamente graves e inaceitáveis” ocorridos na última noite em Lyon.

“Fiquei horrorizada ao saber dos acontecimentos envolvendo o jovem Quentin, que se encontra entre a vida e a morte após um confronto ocorrido ontem em Lyon entre militantes antifascistas e militantes identitários, presentes ao lado do coletivo de extrema-direita Némésis, que vieram perturbar a conferência para a qual fui convidada a participar pelos estudantes”, lê-se na publicação efetuada na rede social X.

“Em todas as minhas viagens, o único serviço de segurança com o qual colaboro e que me acompanha é o da França Insubmissa, que nunca recorre à violência e que não está, de forma alguma, envolvido nestes confrontos. Uma investigação deve esclarecer as circunstâncias desses factos extremamente graves e inaceitáveis, que condeno veementemente. Os responsáveis por essa violência devem prestar contas o mais rápido possível para que seja feita justiça”, concluiu.

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