Abana, mas não cai. Parece ser essa a melhor frase para descrever aquilo que o Arsenal tem vivido nas últimas semanas. Apesar de ter perdido pontos em diversos jogos do Campeonato inglês, a equipa de Londres tem conseguido manter-se na liderança, aproveitando, por seu turno, os deslizes do Manchester City, que parece ser o seu único adversário para o que resta da temporada. Foi isso que aconteceu na última semana, quando os gunners foram surpreendidos pelo rival Brentford e estiveram bastante perto de perder, conseguindo segurar um ponto que pode ser importante nas contas da Premier League (1-1). Deste modo, o Arsenal chegou à partida antecipada da 31.ª jornada — devido à final da Taça da Liga (os cityzens ainda não conseguiram marcar o seu jogo, frente ao Crystal Palace, por conta dos compromissos europeus) — com quatro pontos de avanço para o rival direto.
Nos últimos dias, saiu à tona no universo dos gunners a renovação de Bukayo Saka até 2031, com o inglês a tornar-se numa das principais figuras do projeto do Arsenal, algo que já tinha ficado patente nos últimos anos. Segundo a imprensa inglesa, esta extensão de contrato chega com vários objetivos no horizonte, entre eles bater o recorde de jogos dos londrinos, que atualmente pertence a David O’Leary (722, Saka chegou esta quarta-feira aos 428), podendo também tornar-se no jogador com mais golos e assistências do clube. No sentido de aumentar a influência do internacional inglês na manobra ofensiva da sua equipa, Mikel Arteta começou a testar Saka no corredor central, nas costas do ponta de lança, no jogo da Taça de Inglaterra frente ao Wigan (casa, 4-0), deixando boas indicações, apesar de não ter tido participação direta em nenhum dos golos.
“Eles deram-me a confiança de que o que fizemos até agora, todos os dias, é a maior garantia em todas as competições. Não ganho confiança nas coisas que imagino, mas naquilo que vejo todos os dias, na preparação e no quanto os jogadores querem isto. Estamos onde queremos estar, isso é certo. É ótimo estar em todas as competições, é ótimo mudar o ambiente de competição para competição. Temos de nos adaptar a isso da maneira que estamos a fazer, por isso todas as competições são muito bem-vindas. Acho que a dificuldade dos jogos está sempre presente em qualquer partida da Premier League, mas quando se chega às últimas jornada da temporada, percebe-se a importância de cada vitória e aquilo que é preciso fazer. Sinto que a equipa está num estado emocional muito bom. Jogam com energia, confiança e tenho a certeza de que vamos continuar a fazer o que temos feito”, perspetivou o espanhol.
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Na visita ao lanterna-vermelha, que contou com José Sá a titular e Rodrigo Gomes como suplente, Mikel Arteta manteve Bukayo Saka no corredor central, nas costas de Viktor Gyökeres e com Noni Madueke e Gabriel Martinelli nos corredores. Como seria de esperar, o Arsenal entrou com tudo e, logo no arranque, chegou ao golo, com Declan Rice a receber à entrada da área e a cruzar para o centro, onde Saka apareceu completamente sozinho a desviar para o fundo das redes (5′). Já sem Angel Gomes, que saiu lesionado, os papéis inverteram-se e o inglês cobrou um canto para o primeiro poste, onde Martinelli apareceu a desviar por cima (25′).
Na segunda parte, o Arsenal voltou a fazer mais um golo, com Gabriel Magalhães a encontrar Piero Hincapié nas costas da defesa e, isolado, o defesa a rematar por cima de José Sá (56′). Contudo, como tem sido habitual, a equipa de Mikel Arteta mudou drasticamente de postura e focou-se em defender, abdicando de ter bola no momento ofensivo. Quem aproveitou foi o Wolverhampton, com Hugo Bueno a receber de Santiago Bueno na meia-direita e, depois de puxar para dentro, a desferir um grande remate, em arco, para um golaço que levantou o Molineux (61′). Os segundos 45 minutos continuaram de sentido único, algo que nem as entradas de Gabriel Jesus — para o lugar de Gyökeres —Eberechi Eze e Leandro Trossard (Saka saiu lesionado) mudou. No tempo de compensação, o muro londrino voltou a quebrar, num lance em que Gabriel e David Raya se “atropelaram” e permitiram que a bola sobrasse para o remate certeiro do “menino” Tom Edozie, em estreia no futebol profissional. A bola ainda tabelou em Riccardo Calafiori que, em cima da linha, tentou o corte contra o poste (90+4′).
Arsenal empata no Molineux com o último classificado Wolves ????#DAZNPremier pic.twitter.com/fArhPLZk0x
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O jogo terminou com Jesus a ver o amarelo, depois de ter partido para cima de Yerson Mosquera e empurrado o central dos wolves (2-2). Feitas as contas, o Arsenal voltou a desperdiçar, no fim, a oportunidade de conquistar os três pontos e leva agora duas jornadas sem vencer. Este resultado relançou ainda mais a Premier League, que volta a ver o Manchester City depender só de si para ser campeão. Por esta altura, os gunners têm mais cinco pontos e um jogo que o rival (58-53). No fim de semana há novo dérbi, em casa do Tottenham.