O Estado registou um excedente de 1.824,3 milhões de euros em janeiro, verificando-se uma melhoria de 188,4 milhões de euros, de acordo com a síntese de execução orçamental.

“As Administrações Públicas (AP) apresentaram, em janeiro de 2026, um excedente de 1.824,3 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 188,4 milhões de euros face ao período homólogo (um aumento de 11,5%)”, lê-se no documento divulgado esta sexta-feira pela Entidade Orçamental.

Este resultado foi justificado por um crescimento da receita (6,1%) superior ao da despesa (5%).

O Estado arrecadou 4.311,8 milhões de euros em receita fiscal em janeiro, um aumento de 2%. “Em janeiro de 2026, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 4.311,8 milhões de euros”, um acréscimo de 83,8 milhões de euros (+2%) face ao período homólogo.

Este crescimento reflete a execução do IVA, atenuado pela quebra do IRC.

Excedente da Segurança Social cresce para 778,2 milhões

Já a Segurança Social registou um excedente de 778,2 milhões de euros em janeiro, acima dos 722,5 milhões de euros apurados no mesmo período do ano anterior.

No primeiro mês do ano, a receita efetiva da Segurança Social situou-se em 3.921,9 milhões de euros, quando em janeiro de 2025 tinha sido de 3.740,4 milhões de euros.

Por sua vez, a despesa efetiva contabilizou 3.143,7 milhões de euros em janeiro, superior aos 3.017,9 milhões de euros do período homólogo.

No período em análise, destacam-se rubricas como subsídios correntes — programas operacionais (174,4%), subsídio de apoio ao cuidador informal (21,6%) e prestações de parentalidade (13,7%).

Em sentido oposto aparecem os beneficiários dos antigos combatentes (-39,5%), o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (-59,7%) e as medidas excecionais e temporárias face à covid-19 (-26,8%).