O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se este sábado a comentar os ataques desencadeados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, remetendo para a posição do Governo português que será conhecida numa nota a divulgar.
“O Governo vai sair com uma nota, pelos vistos ainda não saiu, mas eu já a vi. Vai sair com uma nota, e, portanto, é esperar por essa nota porque o Governo aí toma posição sobre a matéria”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas, em frente ao Regimento de Cavalaria n.6, em Braga, cidade onde esta manhã decorreu a cerimónia da sua despedida das Forças Armadas.
Questionado sobre o uso das Bases das Lajes, na Ilha Terceira, Açores, neste conflito no Médio Oriente, e que implicações é que isso pode acarretar para Portugal, o ainda chefe de Estado adiantou que a nota que o Governo irá divulgar, também aborda essa questão.
“Vejam a nota, porque essa nota toca os vários pontos da situação, neste momento”, respondeu o Presidente da República, pelas 16h30, assumindo que “é evidente” que está enquadrado com a posição do Governo.
Governo português acompanha situação “com grande preocupação”. MNE deixa críticas ao Irão, mas não condena diretamente ação dos EUA e Israel
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português emitiu entretanto um comunicado onde diz estar a acompanhar a situação no Médio Oriente “com grande preocupação”.
No texto, o Ministério deixa críticas ao Irão, pedindo que o programa nuclear do país cesse, que o regime respeite os direitos humanos dos iranianos e “condena os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região — entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia —, que devem cessar imediatamente”.
O comunicado não inclui nenhuma condenação à ação militar norte-americana e israelita. No entanto, pede “contenção para evitar uma escalada” e preservar a paz, “em linha com a Carta das Nações Unidas”.